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Após mais de 5 horas de trabalho, Comissão do Impeachment não avança

Colegiado visava definir cronograma do processo e decidir testemunhas e provas analisadas

Brasil|Do R7

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Senadores não conseguem decidir sequer se devem ou não votar as questões ainda hoje
Senadores não conseguem decidir sequer se devem ou não votar as questões ainda hoje

A reunião desta quinta-feira (2), da Comissão Especial do Impeachment tinha o objetivo de definir um cronograma para o processo, além de decidir quais testemunhas, perícias e provas serão analisadas no processo. Entretanto, após mais de 6 horas, nenhum dos dois objetivos foi cumprido.

Com divergências entre governistas da base do presidente inteirno, Michel Temer, e os aliados da presidente afastada, Dilma Rousseff, os senadores não conseguem decidir sequer se devem ou não votar as questões ainda hoje.


Os parlamentares aliados a Dilma apresentaram uma sequência de questões de ordem, contestando decisões da comissão que, após negadas, se transformam em recursos ao então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do processo de impeachment, Ricardo Lewandowski.

Comissão antecipa para julho votação do impeachment e causa bate-boca entre senadores


Foi assim, por exemplo, com o calendário do impeachment. Após discordâncias e um recurso ao Supremo, os senadores concordaram em adiar a votação do cronograma até que o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, se posicione.

Quanto às testemunhas e provas, o relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG), apresentou um parecer em que analisa os mais de sessenta pedidos da defesa e acusação. Ele negou, por exemplo que sejam anexadas ao processo as gravações do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Para definir as testemunhas e diligências, os senadores precisam votar o parecer de Anastasia. Entretanto, como são vários pedidos específicos, os petistas argumentam que deveriam votar cada sugestão uma a uma.

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