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Após votar contra ajuste fiscal, PDT pode deixar ministério do Trabalho

Líder da bancada na Câmara disse que cargo do ministério é de "livre escolha" de Dilma 

Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

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O ministro do Trabalho, Manoel Dias, está no cargo desde março de 2013
O ministro do Trabalho, Manoel Dias, está no cargo desde março de 2013

Após ter saído vitorioso da votação da Medida Provisória 665, que restringe o acesso ao seguro-desemprego, o governo precisa agora lidar com as rachaduras na base da Câmara dos Deputados. A análise do texto dividiu os parlamentares, inclusive os de oposição. A aprovação da medida era considerada crucial pelo governo para fazer o ajuste fiscal necessário e possibilitar a retomada do crescimento do País. 

O PDT, partido da base do governo Dilma, votou integralmente contra a proposta. O posicionamento contrário da bancada e dos interesses do governo pode resultar na perda do ministério do Trabalho, ocupado pelo ministro Manoel Dias desde março de 2013. A pasta já teria sido prometida ao PMDB, partido também da base e que votou alinhado ao governo.


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De acordo com o líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo (CE), a troca no comando não preocupa o partido. Ele contou que antes da votação, o governo foi avisado que a legenda votaria contra a medida.


— Nós sabemos que o líder do governo [José Guimarães, do PT do Ceará], pelo menos as informações que nos chegaram, é que ele chegou a dizer numa reunião com o PMDB que o PDT sairia do ministério do Trabalho e que [o governo] inclusive estaria dando o ministério do Trabalho para o PMDB. Nós estaremos muito tranquilos se isso acontecer.

Figueiredo explicou que votar à favor do ajuste fiscal seria trair os princípios do PDT e que o entendimento do partido é que ele pode contribuir com o governo mesmo tendo opinião contrária. O parlamentar ressaltou que a sigla sempre teve posicionamento independente no Congresso Nacional, mesmo fazendo parte da base, e deu exemplos, como a votação da previdência complementar dos servidores públicos e os royalties do pré-sal, ocasiões em que o partido divergiu do governo.


— O cargo do ministério é de livre escolha da presidente da República. Ela nomeia e demite na hora que ela quiser. Nós não vamos nos render de forma nenhuma a pressão para ter cargos em troca dos nossos princípios.

O líder pedetista não descartou a possibilidade de o partido deixar a base do governo e confirmou que o assunto será discutido na próxima reunião do Diretório Nacional, que será realizada no Rio de Janeiro na próxima sexta-feira (15). O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), não quis comentar o caso e disse que "ainda está se recuperando [da votação] de ontem, que ainda não tratou de nada" sobre o assunto. 

Nesta quinta-feira (7) o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou todos os destaques (sugestões de alteração) à Medida Provisória 665. O texto segue agora para análise do Senado.

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