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Conselho de Ética suspende sessão após manobra de Eduardo Cunha

Presidente da Câmara iniciou ordem do dia no Plenário durante a reunião

Brasil|Rodrigo Vasconcelos, do R7, em Brasília

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Representações contrárias a Cunha são analisadas no Conselho de Ética
Representações contrárias a Cunha são analisadas no Conselho de Ética

O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA) suspendeu a sessão que analisava o processo contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A reunião deve ser retomada ainda ao longo desta quinta-feira (19).

Araujo acatou o pedido do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que alegou que os assuntos discutidos na sessão poderiam perder valor diante da abertura da ordem do dia no Plenário, numa manobra do próprio Cunha.


No final, houve bate-boca entre os deputados Júlio Delgado (PSB-MG) e Manoel Junior (PMDB-PB), aliado de Cunha. Delgado afirmou, aos gritos, que Junior não tinha conhecimento para atuar no Conselho de Ética.

A reunião tinha o objetivo de apreciar o parecer preliminar em que o deputado Fausto Pinato (PRB-SP) recomenda a admissibilidade da representação do Psol e da Rede contra Eduardo Cunha, por suposta quebra de decoro.


Na defesa prévia, o advogado de Cunha, Marcelo Nobre, pediu a suspeição de Pinato como relator, e alegou que o cliente não omitiu informações da CPI da Petrobras e da Receita Federal baseado no parecer de um ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), no qual diz que não há lei que obrigue a declaração de valores de um trust.

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Araújo negou o afastamento de Pinato. Ele concluiu que não houve cerceamento de defesa e que o relator agiu com lisura ao antecipar a análise do processo.


Aliados de Cunha presentes no conselho usaram o regimento desde o início para tentar obstruir a análise do parecer. O deputado Manoel Junior (PMDB-PB) também questionou a presença de Júlio Delgado (PSB-MG) por "falta de isenção", pois o parlamentar já havia feito representação na Câmara contra Cunha.

O deputado Paulinho da Força (SD-SP) já havia tentado encerrar a sessão por conta da ordem do dia no plenário, aberta por Cunha. Em resposta, Araújo disse que tinha "todo o tempo do mundo" para continuar a reunião do conselho.

— Não vou permitir ser atropelado e nem atropelar ninguém. Sou um homem de palavra, tenho todo o tempo do mundo e por isso quero deixar os senhores tranquilos.

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