Conselho do Ministério Público decide manter Demóstenes afastado por mais 60 dias
Ex-senador enfrenta processo como procurador de Justiça por envolvimento com Cachoeira
Brasil|Marina Marquez, do R7, em Brasília

O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) decidiu nesta terça-feira (26) prorrogar por mais 60 dias o afastamento do ex-senador e procurador da Justiça em Goiás, Demóstenes Torres.
O afastamento foi determinado em janeiro deste ano e terminaria no próximo domingo (30). A decisão de prorrogar por mais dois meses é da conselheira Claudia Chagas, relatora do caso.
Ela entendeu que como as investigações no CNMP sobre o envolvimento de Demóstenes com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira ainda estão em curso, "a presença do requerido no MP/GO, exercendo as atribuições de procurador de Justiça, é inconveniente ao serviço e pode vir a colocar em dúvida a credibilidade da instituição perante a sociedade”.
A decisão deve ser confirmada pelo plenário do CNMP na próxima sessão ordinária, que acontece no dia 23 de abril.
Ex-senador
No ano passado, Demóstenes teve o mandato cassado no Senado Federal por envolvimento com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ele está inelegível até 2027.
Como era procurador da Justiça em Goiás, o ex-senador voltou para o cargo, mas logo que assumiu o posto começou a enfrentar um novo processo, no Ministério Público.
Depois de instalado o processo, ele foi afastado do cargo de procurador da Justiça em outubro do ano passado, mas continua recebendo o salário de R$ 25.753 mensais até que tenha alguma decisão sobre o caso.















