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Contrariando Palácio do Planalto, comissão aprova relatório do Orçamento Impositivo

Dilma pediu que análise fosse adiada, mas o texto vai ser analisado no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (7)

Brasil|Do R7

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Apesar das tentativas do PT em adiar a votação do relatório da chamada PEC do Orçamento Positivo, o texto passou pela comissão especial criada para discutir o assunto. A presidente Dilma Rousseff defendia que a proposta fosse votada na semana que vem. O texto só foi votado depois de mais de cinco horas de debate.

Para que o assunto fosse desenrolado, o presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves cancelou a ordem do dia para que o relatório da PEC do Orçamento Impositivo fosse votado na comissão especial, que discute o assunto.

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Na segunda-feira (5), depois de reunião com a presidente, o vice-líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que o Palácio do Planalto queria mais tempo para debater a PEC.

— Nós do governo entendemos que se pudermos ter mais um tempo de debate e negociação sobre esse tema é o melhor, é o ideal. A ideia é negociarmos e debatermos um pouco mais.

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Atualmente, as emendas dos parlamentares são liberadas conforme decisão do Executivo. No ano passado apenas 36% dos recursos foram liberados. Pela nova proposta, as emendas individuais têm que ser liberadas integralmente.

As verbas das emendas são usadas pelos parlamentares para investimentos em suas bases eleitorais.

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Segundo proposta do relator da Comissão Especial da Câmara que analisa a PEC do Orçamento Impositivo, deputado Edio Lopes (PMDB-RR), o limite de pagamento de emendas individuais a serem quitadas pelo governo fica limitado a 1% da receita corrente, cerca de R$ 10,4 bilhões, o governo queria que esse porcentual ficasse em 0,5%.

Também segundo o texto, em anos de contingenciamento, a redução das emendas será feita proporcionalmente.

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Plenário

O texto vai ser votado em plenário nesta quarta-feira (7). A votação ficou acordada depois da reunião de líderes na Câmara dos Deputados.

Segundo o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB), a Câmara não pode ser pautada pelos interesses do governo.

— O Parlamento não pode se submeter a esse toma lá dá cá, que não é bom para nenhum governo.

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