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Cunha vai ao Supremo hoje esclarecer votação de financiamento de campanhas

Ministra Rosa Weber pediu explicação ao presidente da Câmara sobre o procedimento adotado

Brasil|Da Agência Câmara

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Eduardo Cunha: "Tenho certeza de que o que eu fiz é correto"
Eduardo Cunha: "Tenho certeza de que o que eu fiz é correto"

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, informou nesta quinta-feira (11) que vai se encontrar ainda hoje, às 17h, com a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber para entregar pessoalmente as respostas solicitadas por ela sobre a votação do texto que permitiu o financiamento empresarial a partidos.

Rosa Weber, relatora de um mandado de segurança impetrado por vários parlamentares para anular a aprovação, pediu ao presidente da Câmara esclarecimentos sobre o procedimento de votação adotado.


— Tenho certeza de que o que eu fiz é correto. Levarei o documento pessoalmente no Supremo porque o texto apresentado pelos parlamentares é mentiroso e de má-fé.

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Entenda o caso

Mais de 60 deputados de diversos partidos entraram com um mandado de segurança no Supremo na tentativa de anular a votação ocorrida no último dia 27 de maio. Esses parlamentares acusam Cunha de ter utilizado manobra irregular para votar a emenda que liberou o financiamento empresarial para partidos.


Um dia antes, em 26 de maio, o plenário havia rejeitado proposta que autorizava doações de empresas e de pessoas físicas a candidatos e partidos, além do dinheiro do fundo partidário. Trata-se do modelo atual definido em lei, mas que é objeto de uma outra ação no STF — seis ministros já votaram contrariamente às doações de empresas.

No dia seguinte (27 de maio), porém, Cunha colocou em pauta a emenda, que, aprovada, possibilitou doações de empresas a legendas políticas. Na ocasião, o presidente argumentou que o Regimento Interno determina a votação das emendas aglutinativas assim que elas são apresentadas.


Reforma política

Nesta quinta-feira (11), Cunha reiterou à imprensa que gostaria de ter concluído hoje a votação da reforma política, porém, como não houve consenso com relação a cotas para mulheres, marcou a continuidade da discussão para a próxima terça-feira (23).

— A reforma política está avançando, pois permitiu votar todos os temas. É uma evolução.

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