Brasil

7/12/2012 às 16h27 (Atualizado em 7/12/2012 às 16h27)

Dilma diz que não vai se deixar influenciar por imprensa estrangeira

Revista britânica sugeriu a demissão do ministro Guido Mantega

Carolina Martins, do R7, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff declarou, nesta sexta-feira (7), que não vai se deixar influenciar pela opinião de uma revista que nem é brasileira, se referindo ao editorial de uma revista britânica que sugeriu a demissão do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

 

A The Economist publicou, em seu editorial, que a economia brasileira é uma "criatura morimbunda" que ficou paralisada e luta para se recuperar. A revista sugere que a presidente Dilma Rousseff faria melhor se demitisse o ministro Mantega.

Dilma não aprovou a manifestação da imprensa britânica e disse que nunca viu nenhum jornal propor queda de ministro.

— Em hipótese alguma o governo brasileiro, eleito pelo voto direto e secreto brasileiro, vai ser influenciado por uma opinião de uma revista que não seja brasileira. Diante dessa crise gravíssima pela qual o mundo passa, com países tendo taxas de crescimento negativas, escândalos, quedas de bancos, quebradeiras, nunca vi nenhum jornal propor a queda de um ministro.

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A presidente ressaltou que o País está crescendo a 0,6% e garantiu que a economia vai crescer mais no próximo trimestre. Por isso, Dilma afirmou que “de maneira alguma” vai levar em consideração a sugestão da revista.

Dilma Rousseff também avaliou que a situação do Brasil é melhor que a dos países desenvolvidos e destacou medidas coordenadas pela equipe econômica do governo para justificar a situação mais confortável.

— Nós não temos dívida soberana. A nossa relação entre a dívida e o PIB (Produto Interno Bruto) é de 35%, a nossa inflação está sob controle, nós temos US$ 378 bilhões e tudo isso se dá porque os juros caíram no Brasil.

A taxa básica de juros está em 7,25%, a menor da história. A trajetória de queda foi coordenada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central ao longo deste ano. Na última reunião do Comitê, no fim de novembro, a trajetória  foi interrompida e a Selic se manteve estável.

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