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Dilma manda recado à Justiça: "Condenar adversários é mais que um crime, é erro"

Após grampos da PF, presidente endurece discurso: "Não pode abdicar da imparcialidade"

Brasil|Do R7

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Dilma diz que executor da Justiça pode ter suas convicções partidárias, mas elas não "podem enfraquecer a Justiça".
Dilma diz que executor da Justiça pode ter suas convicções partidárias, mas elas não "podem enfraquecer a Justiça".

Ao lado de juristas e profissionais do direito, a presidente Dilma Rousseff endureceu o discurso nesta terça-feira (22) contra as decisões da Justiça, no âmbito da Operação Lava Jato, e avisou que os executores da Justiça não podem ter, "como meta, condenar adversários".

A declaração é um claro recado ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba (PR), que divulgou grampos telefônicos feitos pela PF (Polícia Federal) com os números do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — e que gravou também a própria Dilma.


— Um executor da Justiça não pode ter como meta condenar adversários. Ao invés de fazer Justiça, condenar adversários é mais que um crime, é um erro. Não pode abdicar da imparcialidade. É ela que garante que sejamos iguais perante a lei. [...] Pode ter suas convicções, mas suas convicções partidárias podem enfraquecer a Justiça.

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Dilma disse que os grampos telefônicos, "gravados sem a imprescindível autorização do Supremo Tribunal Federal", representam uma "evidente violação da segurança nacional".

— [Os diálogos] Maculam a imagem de pessoas e invadem a privacidade de cidadãos e cidadãs. Nenhum brasileiro pode concordar com isso sob nenhuma hipótese ou justificativa. A Justiça fica muito enfraquecida quando são violadas as prerrogativas dos advogados, ferindo o direito de defesa e o papel do advogado em qualquer processo de litígio. 


Apesar da alfinetada, porém, Dilma encerrou seu discurso dizendo que confia na Justiça brasileira.

— Confio que a Suprema Corte e as demais instâncias da Justiça do País saberão garantir, com serenidade e sabedoria, todos os direitos e garantias que asseguram os princípios do estado democrático de direito. [...] Há uma ruptura institucional sendo forjada nos baixos porões da baixa política, que precisa ser combatida. [...] Não vai ter golpe.

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