Brasil

20/7/2013 às 12h59

Em carta enviada à diretoria do PT, Dilma diz contar com Lula para apresentar políticas de melhoria para o País

Presidente insiste na ideia de plebiscito para reforma política e justifica ausência na reunião do diretório do partido

Carolina Martins, do R7, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff enviou, neste sábado (20), uma carta direcionada aos dirigentes e militantes do PT, que estão reunidos na sede do partido em Brasília, para discutir o cenário político do País.

Dilma estava sendo esperada pela equipe, mas, na carta, explica que não pôde comparecer devido aos compromissos firmados para organizar a recepção do papa Francisco, que chega ao Brasil na semana que vem.

O recado de Dilma foi lido no início da reunião. A presidente volta a insistir na consulta popular, por meio de plebiscito, para realizar a reforma política no País.

Segundo Dilma, um partido que veio das ruas precisa ouvir o povo, fazendo referência às manifestações populares que tomaram conta das principais cidades do País no mês passado.

— Ouvimos as ruas porque nós viemos das ruas. Nós formamos o cotidiano das grandes lutas do Brasil. A rua é o nosso chão, a nossa base.

A presidente também deixa claro que o ex-presidente Lula terá participação no desenvolvimento de políticas do governo para atender às reivindicações das ruas. Em um trecho da carta, Dilma escreve que as melhorias serão pensadas conjuntamente.

— Juntos, eu, Lula e vocês, ouvindo as ruas, como sempre fizemos, continuaremos a construir um Brasil melhor.

Figuras do PT

Além do presidente nacional do PT, Rui Falcão, figuras importantes do partido participam da reunião. Entre eles, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, condenado no processo do mensalão a dez anos e dez meses de prisão por corrupção e formação de quadrilha.

O ex-presidente nacional do PT, José Dutra também está presente na reunião do diretório nacional.

O encontro foi marcado para que o partido possa debater as questões da atual conjuntura política e econômica do País. A questão da reforma política por meio de um plebiscito, defendida pelo governo e também pelo PT, é um dos temas centrais do debate.
 

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