Ex-ministro de Dilma chama Temer de presidente e emenda: presidente do PMDB
Eliseu Padilha disse ainda que Michel se sustenta como vice caso impeachment não passe
Brasil|Mariana Londres, do R7, em Brasília, com Agência Estado

O ex-ministro da Aviação Civil do governo Dilma Rousseff Eliseu Padilha já fala abertamente de um eventual governo Temer. Questionado sobre a necessidade de reduzir cargos comissionados como medida para conter a crise ele respondeu:
— Quem vai falar sobre o governo é o presidente Michel.
Repórteres perguntaram se era isso mesmo, presidente Michel, e Padilha emendou com bom humor.
— Presidente do partido, do PMDB, presidente Michel.
Temer deixou a presidência do PMDB neste mês. Na política, convenciona-se chamar autoridades pelos cargos mais altos que ocuparam, mesmo que não estejam mais no posto, o que justificaria o tratamento dado a Temer.
Mas Padilha chegou a falar de um possível formação de ministério. Disse que possivelmente Temer já tenha algo desenhado na cabeça.
Por outro lado, Padilha cogitou a possibilidade de Temer se manter na vice-presidência caso o impeachment não seja aprovado.
— Existe uma relação institucional e ela vai prosseguir enquanto ambos tiverem mandato. [...] As divergências políticas circunstanciais ou até quase permanentes não se sobrepõem ao plano institucional.
Padilha disse que, em reunião na noite de ontem no Palácio do Jaburu, Temer reuniu políticos para fazer um mapeamento partido a partido, Estado a Estado, dos votos do impeachment. Segundo ele, hoje há uma "maioria folgada" pelo afastamento de Dilma.
— O movimento de migração tem ocorrido insistentemente a nosso favor na última semana.
Sobre as afirmações recentes de Dilma, que acusou Temer - sem citar seu nome - de golpe e traição, Padilha não fez comentários.
— Tenho muito respeito à presidente. Prefiro não comentar as afirmações por respeito pessoal a ela.















