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Ex-ministros agem para ocupar estatais e autarquias cobiçadas

César Borges, Miriam Belchior, Neri Geller e Paulo Sérgio Passos buscam cargos no governo

Brasil|Do R7

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Ex-ministros de Dilma estão de olho em cargos em estatais e autarquias sob a responsabilidade do Palácio do Planalto
Ex-ministros de Dilma estão de olho em cargos em estatais e autarquias sob a responsabilidade do Palácio do Planalto

Deixados de lado na reforma ministerial do segundo governo Dilma Rousseff, ex-ministros tentam se viabilizar para ocupar cargos em estatais e autarquias controladas pelo Palácio do Planalto. Pelo menos quatro deles buscam se recolocar na Esplanada: César Borges (ex-Portos), Miriam Belchior (ex-Planejamento), Neri Geller (ex-Agricultura) e Paulo Sérgio Passos (ex-Transportes).

Geller disputa o comando da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), cujo orçamento para 2015 soma R$ 3 bilhões. A empresa é responsável por leilões de compra de alimentos e o repasse de subsídios a agricultores familiares. A capilaridade das ações da empresa é o que torna a estatal cobiçada por diversos partidos. Não é à toa que a Conab está loteada atualmente entre PT, PMDB, PROS e PTB.


Ele deixou o ministério depois que Dilma optou pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para comandar a Agricultura. Geller agora quer o apoio do seu partido para presidir a Conab. A sigla ocupa a diretoria menos expressiva da companhia atualmente, a de Recursos Humanos, e busca espaços mais importantes na estatal. Os peemedebistas estão de olho na Diretoria de Operações e Abastecimento, controlada hoje pelo PROS.

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O ex-ministro, contudo, terá de negociar com Kátia Abreu para se fortalecer para a vaga. Nos bastidores, comenta-se que Geller e Kátia não se falam. A relação entre eles esfriou depois da indicação da peemedebista para o ministério. Geller chegou a faltar na posse de Kátia como presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), no dia 15 de dezembro.

Já César Borges (sem partido) é cotado para administrar a EPL (Empresa Brasileira de Logística), criada pelo governo para desenvolver projetos de infraestrutura. Ele foi ministro dos Transportes e dos Portos no primeiro mandato Dilma, mas perdeu força no PR, sigla que abandonou no ano passado.


Dnit

O ex-titular de Transportes Paulo Sérgio Passos (PR) pode ir para o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Ele negocia a mudança com o PR, do qual é filiado. Em 2014, o Dnit administrou R$ 13,3 bilhões do orçamento global de R$ 20,7 bilhões destinado aos Transportes.

A ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior (PT) também deve assumir um posto estratégico fora da Esplanada dos Ministérios. Ela é cotada para a Caixa Econômica Federal, em substituição ao atual presidente do banco, o baiano Jorge Hereda, indicado pelo atual ministro da Defesa, Jaques Wagner (PT). 

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