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EXCLUSIVO-Kroton vê espaço para melhorar oferta por Estácio e não quer compra hostil, diz fonte

Brasil|Do R7

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Por Juliana Schincariol e Ana Mano

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A Kroton Educacional, maior companhia de ensino superior privado do Brasil, está disposta a melhorar a oferta de compra da Estácio Participações e voltará a se reunir com o Conselho de Administração da concorrente ainda esta semana, em que vai tratar objetivamente do assunto, disse à Reuters uma fonte próxima às negociações nesta quinta-feira.


"O mercado está pagando um prêmio pelas ações da Estácio que pressupõe uma relação de troca de 1,15 (papel da Kroton por ação da Estácio)", disse a fonte, que falou sob condição de anonimato.

"A Kroton sabe que vai ser necessário algum tipo de prêmio e é justo algum tipo de prêmio, com base no preço (das ações) em 1º de junho (véspera do anúncio da intenção de compra da Estácio)", disse a fonte. "Essa é uma base que a Kroton vai discutir", acrescentou.


Quando anunciou a intenção de aquisição da rival, em 2 de junho, a Kroton citou uma relação de troca de 0,977 ação de sua emissão por cada ação da Estácio.

Três dias depois, em 5 de junho, a Ser Educacional apresentou proposta de combinação dos negócios com a Estácio, em uma oferta em dinheiro e ações, rivalizando com a Kroton e expondo uma rápida movimentação entre as principais empresas privadas de educação no país.


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REUNIÃO


Segundo a fonte, os conselheiros da Estácio fizeram roadshow em Nova York nos últimos dias para ouvir impressões de acionistas sobre a oferta. Com o retorno deles, representantes das duas empresas voltarão a se reunir ainda esta semana para falar sobre o acordo e a relação de troca será tratada objetivamente, disse a fonte.

"A Kroton está totalmente focada em fazer uma transação negociada e não trabalha com oferta hostil", afirmou a fonte.

A Kroton também está disposta a mudar a ordem de etapas da transação para garantir aos acionistas da Estácio que não acontecerá uma modificação na relação de troca depois que o acordo for firmado, como ocorreu no caso da compra da Anhanguera pela Kroton em 2013.

A companhia pode garantir isso realizando assinatura do acordo e na sequência colocando a operação em votação por assembleias de acionistas das duas empresas. Após isso, o negócio seria submetido à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A operação da Anhanguera teve as assembleias após a decisão do Cade sobre o negócio, que levou mais de um ano para sair. Como nesse intervalo a Kroton teve desempenho operacional superior ao da Anhanguera, a relação de troca de ações inicialmente combinada deixou de ser válida e as empresas revisaram os termos da união.

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