Fachin defende desmembramento das investigações do 'quadrilhão'
Votação será retomada na próxima terça-feira (19)
Brasil|Do R7

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu na tarde desta quinta-feira (14) o desmembramento das investigações do "quadrilhão do PMDB da Câmara".
Depois de a Câmara dos Deputados barrar o prosseguimento da denúncia em relação ao presidente Michel Temer e aos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência da República), Fachin decidiu enviar ao juiz federal Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, a parte da denúncia pelo suposto crime de organização criminosa que se refere ao restante do núcleo político do PMDB da Câmara - o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e o ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).
Já a parte da denúncia que trata do crime de obstrução à investigação de organização criminosa, com relação aos executivos Joesley Mendonça Batista e Ricardo Saud, foi encaminhada à Justiça Federal em Brasília.
Na sessão desta quinta-feira, Fachin reiterou os fundamentos que embasaram a sua decisão.
"A imunidade formal prevista na Constituição Federal tem por finalidade tutelar os cargos de presidente da República e ministros de Estado, razão pela qual não é extensível a codenunciados que não se encontram investidos em tais funções", disse Fachin.
"Não verifico qualquer óbice ao desmembramento dos autos em relação ao agravante e aos demais não detentores de foro por prerrogativa de função", prosseguiu o ministro.
Ao final da sessão, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, anunciou que o julgamento será retomado na última sessão plenária da Corte, marcada para começar às 9h da próxima terça-feira (19).
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou nesta quinta-feira (14) uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), ao STF (Supremo Tribunal Federal), sob acusação de organização criminosa e obstrução de justiça. Além do peem...
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou nesta quinta-feira (14) uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), ao STF (Supremo Tribunal Federal), sob acusação de organização criminosa e obstrução de justiça. Além do peemedebista, outras oito pessoas também são alvo da acusação. Na denúncia desta quinta, todos os nove são acusados de organização criminosa. No entanto, apenas três deles são suspeitos de obstrução de justiça: Temer, Joesley e Ricardo. Confira na galeria quem é quem na nova denúncia!





![Henrique Alves (PMDB-RN):
Ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, está preso em Natal (RN). Diálogos entre Henrique Alves e Eduardo Cunha apontam que o grupo "tinha ingerência também sobre o INSS". Segundo a acusação, "Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, confirmam as afirmações
do executivo da Odebrecht Márcio Faria da Silva quanto
aos pagamentos de propina no exterior no montante de US$ 20,8
milhões, destinados a políticos do 'PMDB da Câmara dos Deputados' [Michel Temer, Eduardo Cunha e Henrique Alves],
nos anos de 2010, 2011 e 2012](https://newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net/resizer/v2/6SPV56YALZP77PBODFPDUFP6YE.jpg?auth=8c708989b0416b8c623ab512384e78c1b9b703e44c53d15628b68ebc2ee6e5b1&width=780&height=390)



















