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Falta de apoio enfraquece mobilização por CPI da Petrobras

Oposição se reúne no gabinete de Aécio na terça, mas PMDB demonstra que não deve apoiar

Brasil|Do R7

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Pré-candidato à Presidência, Aécio lidera esforços por CPI
Pré-candidato à Presidência, Aécio lidera esforços por CPI

Líderes da oposição tentam reunir assinaturas nesta semana para pedir a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigue denúncias de irregularidades na compra de uma refinaria pela Petrobras em 2006. A aposta é aproveitar a insatisfação de deputados da base aliada, que ajudaram a criar recentemente uma comissão para apurar outro contrato, fechado na Holanda; mas, desta vez, os opositores não devem contar com o apoio determinante do PMDB.

Líder do PMDB na Câmara e tormento do Palácio do Planalto nas últimas semanas, o deputado Eduardo Cunha (RJ) já se posicionou contra a CPI. Ao jornal Correio Braziliense, o deputado disse que “CPI em ano eleitoral só serve para criar palanque à oposição”, mostrando que o maior partido aliado do governo não pretende ir tão longe no enfrentamento com o PT.


Não bastasse a falta de apoio do PMDB, medalhões da oposição como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador José Serra e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deram declarações contra a abertura da CPI. Apesar disso, parlamentares da oposição se reúnem nesta terça-feira (25) no gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para articular a estratégia de criação da comissão.

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A oposição precisa reunir 171 assinaturas de deputados para o projeto de resolução que cria a CPI. Depois disso, a proposta deve ser votada pelo Plenário da Câmara. Outra iniciativa em andamento é a criação de uma CPI mista, composta por deputados e senadores, para investigar o mesmo assunto. Nesse caso, além dos 171 deputados, 27 senadores devem assinar o requerimento, que não precisa ser votado pelo Plenário do Congresso.

Pasadena


A compra da refinaria de Pasadena custou à Petrobras US$ 1,18 bilhão, quase 30 vezes mais que o valor pago pela empresa belga Astra para adquirir a mesma refinaria um ano antes. No início da semana passada, a presidente Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da Petrobras na época, disse, em nota à imprensa, que a transação foi autorizada mediante parecer "técnica e juridicamente falho", dando início às pressões contra a estatal.

Reportagem do Jornal da Record deste fim de semana mostra que, de fato, Dilma só tomou conhecimento dos detalhes sobre o contrato em 2008, dois anos depois de o Conselho de Administração da Petrobras aprovar a compra. A polêmica chega logo no momento em que a Câmara se prepara para instalar uma comissão externa para investigar outra denúncia: de que a empresa holandesa SBM Offshore teria pagado propina de mais de R$ 330 milhões a funcionários da Petrobras para fechar um contrato. Essa comissão será instalada na quarta-feira (26).

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