Justiça Italiana nega pedido de extradição e Pizzolato deve responder em liberdade
Governo brasileiro vai recorrer
Brasil|Do R7

A Justiça da Itália negou nesta terça-feira (28) o pedido de extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. De acordo com a PGR (Procuradoria-Geral da República), a decisão considerou que os presídios brasileiros não têm condições de garantir o cumprimento dos Direitos Humanos dos presos do País. Pizzolato deve ser solto ainda nesta semana e responderá em liberdade ao processo.
A PGR também informou que o governo brasileiro vai recorrer da decisão. O pedido de extradição foi analisado por três magistrados do Tribunal.
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Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de reclusão por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro na ação penal 470, o Mensalão.
Em 2013, Pizzolato fugiu do país, mas foi localizado pela Interpol na cidade italiana de Modena, onde está preso desde fevereiro deste ano.Após ser preso, o MPF (Ministério Público Federal) apresentou pedido de extradição às autoridades italianas. O documento foi enviado pelo Ministério da Justiça, que é a autoridade no Brasil responsável por casos de extradição com outros países, e pelo Ministério das Relações Exteriores.
O Ministério Público italiano aceitou a apelação e apresentou a ação à Corte de Apelação de Bolonha, onde o processo está sendo julgado. Membros da Advocacia-Geral da União e do MPF estão na Itália onde acompanharam o julgamento.
Em junho, o julgamento foi suspenso para que o governo brasileiro pudesse esclarecer as condições dos presídios nacionais. Em resposta ao governo italiano, a PGR e o Supremo Tribunal Federal informaram que têm condições de garantir a integridade de Pizzolato. Mas a Corte de Apelação de Bolonha não aceitou as justificativas negou o pedido do governo brasileiro para que Pizzolato, que tem cidadania italiana, seja extraditado.















