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“Leis brasileiras são muito brandas”. Veja como pensa Alexandre de Moraes, indicado para o STF

Em entrevista em 2015, ministro da Justiça falou de terrorismo, violência policial e prisões

Brasil|Erica Saboya e Diego Junqueira, do R7

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Alexandre de Moraes deve substituir Teori Zavascki no Supremo
Alexandre de Moraes deve substituir Teori Zavascki no Supremo

“Eu tenho absoluta certeza que as leis brasileiras são muito brandas”. A opinião é do atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, indicado nesta segunda-feira (6) pelo presidente Michel Temer para a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Em entrevista concedida ao R7 em novembro de 2015, o então secretário de Segurança Pública de São Paulo afirmou que “o Brasil prende muito, mas prende mal”.


— Não importa se é furto de tênis, ou um grande caso de corrupção ou latrocínio, todo mundo vai preso, e todos ficam quase o mesmo tempo na prisão. Isso é péssimo para o sistema penal e para o sistema jurídico do País.

Moraes defendeu um número menor de prisões, apenas para “crimes graves”, e sanções alternativas para outros tipos de crime.


— Não há necessidade de se aumentar o tamanho da pena. Pena privativa de liberdade somente para crimes graves, praticados com violência e grave ameaça. [...] Mas aí que se cumpra toda a pena. Não se justifica alguém que pratica um roubo qualificado, com fuzil, condenado a cinco anos e quatro meses, com um sexto, 11 meses ele está na rua.

Seis meses após a entrevista, Moraes deixou o cargo na gestão do governador Geraldo Alckmin e assumiu o Ministério da Justiça, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff.


Na noite de ontem, ele deixou a pasta e aguarda agora a sabatina no Senado Federal que deve chancelar a ida dele ao Supremo, na vaga de Teori Zavascki, morto em acidente aéreo no mês passado.

Além do sistema jurídico brasileiro, Moraes falou sobre terrorismo, sistema penitenciário, descriminalização das drogas, entre outros assuntos.

Assista abaixo aos melhores trechos da entrevista, concedida aos jornalistas Érica Saboya e Diego Junqueira:

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