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Líder da oposição no Senado sugere expediente no feriado para acelerar Comissão de Impeachment

Agripino Maia (DEM-RN) quer antecipar prazos para escolha de relator, presidente e membros

Brasil|Raphael Hakime, do R7, em Brasília

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Agripino sugere maratona para comissão de impeachment andar
Agripino sugere maratona para comissão de impeachment andar

Diante do impasse que se ensaia no Senado Federal para a escolha do relator, presidente e os membros da Comissão de Impeachment na Casa, o líder da oposição no Senado, Agripino Maia (DEM-RN), sugeriu copiar a Câmara dos Deputados e fazer os senadores trabalharem no feriado desta quinta-feira (21) e no final de semana para acelerar os trabalhos.

Teoricamente, depois da instalação da Comissão de Impeachment, o colegiado tem 48 horas para indicar o presidente e o relator. A oposição teme que o PT não indique os parlamentares dentro do prazo e atrase o processo no Senado, mas, para isso, Maia tem uma ideia: “Nós estamos dispostos a fazer uma proposta”


-- Ok, aceita-se o prazo de 48 horas, mais 48 horas, respectivamente para a eleição [de relator e presidente] e para a indicação [dos membros]. Mas que se trabalhe o feriado, a sexta-feira, o sábado e o domingo como a Câmara fez e a segunda-feira se amanheça o dia com a comissão instalada e com o presidente e o relator eleitos. 

Segundo Maia, assim, “não teria desculpa e aqueles que vão querer o prazo de 48 horas que deem à sociedade o prazo em trabalho no sábado e domingo, porque ela merece”.


Importância da Comissão

Maia ressalta a relevância da Comissão Especial de Impeachment no Senado, segundo o qual terá papel de protagonismo no futuro de Dilma Rousseff à frente do Palácio do Planalto.


-- As pessoas ainda não perceberam, aquelas que falam “Ah, o Renan vai segurar o processo”! Depois que se escolherem relator e presidente, o processo vai adquirir perna própria. Quem vai andar é a comissão, é ela quem vai votar a admissibilidade. Dentro dela, e não no plenário.

Maia afirmou que o plenário “vai fazer uma reunião para votar e tudo certo”, enquanto “essa comissão é quem vai estabelecer o contraditório, vai ouvir a presidente e seus advogados, é quem vai pautar audiência, ouvir A e ouvir B”.


-- O relatório será feito por alguém dentro do prazo dele na comissão. Esse prazo de seis meses vai ser pautado pelo relator e pelo presidente da comissão. No final, vem para uma reunião com o [Ricardo] Lewandowski [presidente do Supremo Tribunal Federal].

Os líderes partidários do Senado se reúnem nesta terça-feira (19) para encaminhar prazos e a composição da Comissão Especial de Impeachment.

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