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Líder do governo no Congresso afirma que votação da LDO 2017 será dia 23

Projeto deveria ter sido votado nesta quarta, mas a sessão foi cancelada por falta de quórum

Brasil|Do R7, com Estadão Conteúdo e Agência Senado

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Projeto estipula que os gastos primários da União no próximo ano não devem ultrapassar os de 2016
Projeto estipula que os gastos primários da União no próximo ano não devem ultrapassar os de 2016

Após reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a líder do governo, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), confirmou que a sessão do Congresso para analisar a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017 será realizada em 23 de agosto às 11 horas.

O projeto deveria ter sido votado nesta quarta-feira (10), mas a sessão foi cancelada por falta de quórum. A senadora acredita que, com a nova data, e acordo na base, não deverá mais ter paralisação nos trabalhos da Câmara e do Senado.


A pauta do Congresso tem seis vetos, um projeto de resolução e seis projetos de lei, com destaque para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/2016). O projeto da LDO de 2017 estipula que os gastos primários da União no próximo ano não devem ultrapassar os de 2016 (incluindo os restos a pagar), corrigidos pela inflação oficial.

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De acordo com o projeto, o Executivo fica proibido de incluir na previsão de receitas da Lei Orçamentária Anual (LOA) a arrecadação com impostos cuja criação ainda não tenha sido aprovada pelo Congresso. A LDO também autoriza o governo federal a fechar o ano com um déficit de R$ 139 bilhões e prevê um crescimento de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB).

Vetos


Entre os vetos a serem apreciados, está o veto à reserva de 10% da verba da União para a construção de imóveis do Minha Casa, Minha Vida em cidades com menos de 50 mil habitantes (VET 13/2016). A razão do veto é que o mecanismo não prioriza o atendimento do programa nos municípios com maior déficit habitacional. Além disso, o trecho vetado obriga a aplicação dos recursos via oferta pública, o que contraria recomendação do TCU (Tribunal de Contas da União).

Também deve ser analisado o veto (VET 25/2016), que atinge parcialmente a medida provisória de combate ao mosquito Aedes aegypti (MP 712/2016). Os artigos vetados concedem benefícios e incentivos tributários em várias situações, como a produção de repelentes, inseticidas, telas e mosquiteiros. Também foi vetada a dedução, do Imposto de Renda, de doações ou investimento em ações de combate ao mosquito. Segundo o Executivo, não houve dimensionamento do impacto tributário das renúncias, que iriam contra o equilíbrio das contas públicas.


Eleições

Na próxima reunião do Congresso, também poderá ser votado o PLN 3/2016, que destina recursos para viabilizar a eleição municipal deste ano. A senadora Rose de Freitas afirmou que a aprovação deste projeto é “absolutamente necessário” para o bom andamento da democracia no país. Ela ainda pediu compreensão aos servidores dos cartórios eleitorais, que já sinalizaram uma paralisação para pedir a aprovação do projeto.

Também estão na pauta os PLNs 10/2016 e 11/2016, que remanejam a programação das emendas parlamentares impositivas com impedimento e projetos que criam créditos suplementares. Poderá ser votado, ainda, projeto de resolução (PRN 3/2013) que modifica o prazo de apresentação de emendas às medidas provisórias.

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