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Líder do MST diz que governo é "covarde" quando o assunto é reforma agrária

Mobilizações ao longo do mês lembram os 17 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás

Brasil|Do R7*

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Luta anual de trabalhadores que querem terra e reforma agrária ficou conhecida como "Abril Vermelho"
Luta anual de trabalhadores que querem terra e reforma agrária ficou conhecida como "Abril Vermelho"

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) prepara para este mês de abril uma série de manifestações para lembrar o Massacre de Eldorado dos Carajás, que aconteceu há 17 anos na rodovia PA 150.

De acordo com o coordenador nacional do MST, Alexandre Conceição, a reforma agrária está parada por causa da burocracia do governo que, segundo ele, "não combate o latifúndio".


— Esse governo é covarde do ponto de vista de combate ao latifúndio. Nós acreditamos que a reforma agrária só será possível com mobilização e pressão social.

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O movimento preparou manifestações para o “Abril Vermelho” (luta anual que exige terra e reforma agrária). De acordo com o coordenador do MST, serão feitas "lutas durante abril e maio, seguindo o processo para cobrar do governo a reforma agrária".


— Estamos em plena jornada do "Abril Vermelho" e já fizemos várias ocupações. Não nos intimidamos com o massacre, lamentamos e continuamos a luta pelos mortos.

Conceição diz que são esperadas cerca de 90 mil famílias sem-terra para as mobilizações deste ano e afirma que os trabalhadores mortos no massacre serão lembrados nesta quarta-feira (17) em uma "parada geral" de 21 minutos.


— Vamos repetir um pouco o "Abril Vermelho" do ano passado e aumentar com várias lutas e marchas. Este ano vamos seguir à risca no mesmo sentido.

Procurado pela reportagem do R7, o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) disse que já recebeu a pauta de reivindicações do MST e que ela "está sendo avaliada". Segundo assessoria de imprensa, o "MDA deve receber o movimento nos próximos dias" para uma reunião.

* Colaborou Giorgia Cavicchioli, estagiária do R7.

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