Ministro da Justiça descarta possibilidade de greve da polícia durante Copa do Mundo, mas admite plano B
Cardozo disse à jornalistas estrangeiros que plano de segurança 'não será minimamente afetado'
Brasil|Kamilla Dourado, do R7, em Brasília

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo disse nesta sexta-feira (23) não acreditar que haverá greve de policiais federais durante à Copa do Mundo. O ministro, juntamente com o ministro da Defesa, Celso Amorim respondeu perguntas de jornalistas estrangeiros sobre a segurança na Copa.
Segundo Cardozo, uma negociação está em curso com categorias da PF, mas admite que, caso necessário, o plano B será executado.
— Acho muito difícil qualquer possibilidade de greve, acho que haverá entendimento nos próximos dias. Mesmo que um acordo não seja feito, há entendimentos claríssimos do STF. Não achamos que agentes da PF venham transgredir as decisões do Judiciário. Em qualquer situação, temos alternatias. Se por ventura ocorrer [greve], temos como dar continuidade a nosso plano de segurança, que não será minimamente afetado.
Sobre a preparação para lidar com os protestos, Cardozo disse que as manifestações tendem a ser menores que as do ano passado.
— Temos a sensação e informações de que serão menores que as de junho. Mas estamos preparados. Aprendemos com aquela lição, e as policias estão mais treinadas e capacitadas para aqueles casos. Estamos muito mais preparados: garantindo a liberdade democrática, mas não permitindo abusos.
Aparatos de segurança
Cerca de 57 mil militares das Três Forças Armadas vão atuar diretamente no Mundial, destes, 21 mil ficarão de prontidão para agir, caso necessário. Segundo o Ministério da Defesa, todos foram treinados para especificamente para lidar com ações previstas para a Copa do Mundo.
As Forças Armadas vão atuar em dez eixos: defesa aeroespacial e controle do espaço aéreo, defesa de áreas marítimas e fluviais, proteção de estruturas estratégicas, prevenção e combate ao terrorismo, força de contingencia, fiscalização de explosivos, segurança e defesa cibernética, defesa química e biológica, radiológica e nuclear, emprego de helicópteros, cooperação nas fronteiras.
O valor total gasto para segurança da Copa foi de R$ 1,9 bilhão. Do total, 1,2 bilhão são recursos do Ministério da Justiça e R$ 709 milhões, do Ministério da Defesa.
Segundo o MJ, os maiores investimentos foram os Centros de Comando e Controle, que funcionarão nos Estados das cidades-sede da Copa do Mundo.














