Ministro da Saúde coleciona polêmicas e aumenta desgaste
Marcelo Castro tem atuação na crise do zika e da dengue criticadas
Brasil|Do R7

A recente crise envolvendo o zika vírus e a dengue tem aumentado o desgaste do ministro da Saúde, Marcelo Castro. Indicado pelo deputado Leonardo Picciani (RJ) pela cota do PMDB contrária ao impeachment de Dilma, sua substituição no cargo torna-se complicada.
Desde que assumiu o cargo, Castro já fez diversas declarações que incomodaram o planalto e alguns setores da sociedade. Uma das últimas declarações foi feita na sexta-feira (22), quando disse que o Brasil “perdeu feio” para o Aedes aegypti.
O ministrou também disse que houve certa contemporização do mosquito.
— Nós temos 30 anos de convivência com o Aedes aegypti aqui no Brasil. Disse e vou repetir, sem querer culpar ninguém: acho que houve uma certa contemporização com o mosquito. Mas agora a situação é completamente diferente. Além da dengue, o mosquito está transmitindo chikungunya e zika (causadora da microcefalia)
Castro nega que tenha levado puxões de orelha da presidente Dilma por suas frases sobre o mosquito e suas doenças.
Em outro momento, o ministro que chikungunya “ajeija [sic]” temporariamente
— Estamos agora com problema potencializado. Além da dengue, que mata, além da chikungunya, que “aleija” temporariamente , o zika pode, como acreditam cientistas, causar microcefalia. Estamos com um problema de dimensões muito grandes para a gente enfrentar.
O ministro também já chegou a culpar as mulheres pelo seu índice de contaminação pelas doenças das quais o Aedes aegypti é um vetor transmissor.
No momento, ele alegou que as mulheres protegem menos por ficarem “com as pernas de fora”, “e quando usam calça, usam sandália”.















