Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

MP pede a Moro dados de concessionária contratada na gestão Kassab em SP

Pedido do promotor de Justiça faz parte de um inquérito civil público aberto em julho 

Brasil|Do R7

  • Google News
Promotoria de Defesa pede que seja apurada suspeita de improbidade administrativa no contrato do SP Obras
Promotoria de Defesa pede que seja apurada suspeita de improbidade administrativa no contrato do SP Obras

A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, braço do Ministério Público de São Paulo, enviou ofício ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba, indagando se a investigação possui informações sobre a concessionária Ótima, que atua na manutenção e na reforma de abrigos de ônibus na capital paulista e tem a Odebrecht como uma de suas acionistas.

O pedido do promotor de Justiça Silvio Antônio Marques faz parte de um inquérito civil público aberto em julho para apurar a suspeita de improbidade administrativa no contrato da SP Obras, empresa da Prefeitura de São Paulo, com a concessionária, firmado em 2012, durante a gestão do hoje ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab. O juiz Sérgio Moro ainda vai se posicionar sobre o caso.


O contrato previa que a concessionária assumisse por 25 anos a manutenção e substituição de 6.500 abrigos de ônibus, além da implantação de mil abrigos adicionais e 12.500 totens na cidade de São Paulo, com investimentos previstos de R$ 636 milhões.

Até hoje, a concessionária já instalou 3.900 totens e 6.500 abrigos na cidade e tem previsão de instalar outros mil novos abrigos até 2027. Em contrapartida às obras, a empresa vende espaços publicitários nestes locais. A companhia passou a ser investigada após o presidente do Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas de São Paulo - que pretende explorar espaços publicitários nas bancas de jornais - José Antonio Mantovani da Silva depôr ao Ministério Público acusando o consórcio de faturar de R$ 280 milhões a R$ 300 milhões por ano e repassar apenas R$ 13 milhões à Prefeitura.


Ainda segundo o sindicalista, o consórcio estaria desrespeitando a Lei Cidade Limpa e espalhando publicidade pela cidade. Em seu depoimento, ele apresentou ainda o voto do presidente do Tribunal de Contas do Município de São Paulo apontando irregularidades no contrato. O TCM, porém, ainda não julgou o caso.

Diante disso, o Ministério Público decidiu apurar a suspeita de improbidade administrativa no contrato. O Consórcio, por sua vez teve uma receita líquida em 2015 de R$ 117,5 milhões e afirma que, mais importante do que o repasse para a Prefeitura são os investimentos feitos pela empresa para modernizar e ampliar a estrutura dos abrigos pela cidade, além de arcar com os custos de manutenção dos abrigos.


Leia mais notícias sobre Brasil e Política

"Com isso, além de gerar receita, o contrato desonera os cofres públicos - este volume se aproxima da casa dos R$ 400 milhões, já investidos nos primeiros quatro anos de atuação", afirmou o Consórcio em nota.


A empresa afirma ainda que, de 2013 a 2015, registrou um prejuízo de R$ 64,4 milhões e que repassa mensalmente cerca de R$ 594 mil para a Prefeitura e R$ 590 mil para a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras.

Tanto o Consórcio quanto a assessoria do ministro Kassab informaram ainda que o contrato de concessão foi realizado apenas após a liberação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e do Tribunal de Contas do Município e seguiu todas as regras. A assessoria de Kassab disse, ainda, que o processo "aconteceu com total transparência"

A Concessionária Ótima afirma que "não é parte do processo do Tribunal de Contas do Município e que a licitação foi aprovada, antes de sua realização, pelo plenário do mesmo Tribunal de Contas. Vale ressaltar ainda que o contrato de concessão foi conquistado seguindo rigorosamente todas as regras do processo de licitação, que durou mais de um ano".

A Prefeitura de São Paulo informou que "os contratos estão em execução" e que "tomou ciência das investigações tanto do Ministério Público como do Tribunal de Contas do Município, mas aguarda o desdobramento."

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.