MPF pede a Moro para retirar benefícios da delação premiada de Paulo Roberto Costa

Ex-diretor está em regime semiaberto, após 1 ano de prisão domiliciar e 5 meses de cadeia

Do R7

Paulo Roberto Costa pode ter suspensas as regalias após delação Cassiano Rosário/23.11.2016/Futura Press/Folhapress

Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato pediram ao juiz Sérgio Moro a suspensão dos benefícios previstos para o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que foi o primeiro suspeito do esquema de corrupção a selar um acordo de delação premiada com a Justiça Federal.

Costa está no regime semiaberto, depois de cumprir 1 ano de prisão domiciliar e cinco meses de regime fechado.

A solicitação foi feita no último dia 7 de fevereiro, quando os procuradores federais pediram a condenação das filhas de Costa — Arianna Azevedo Costa Bachmann e Shanni Azevedo Costa Bachmann — e do genro dele, Marcio Lewkowicz. A força-tarefa também pede a condenação de Costa.

Neste processo, a família Costa é acusada de destruir provas e atrapalhar o andamento da Operação da Lava Jato. A casa do ex-diretor, no Rio de Janeiro, foi alvo de uma busca e apreensão em 17 de março de 2014.

A ordem de prisão dele, porém, veio apenas três dias depois, intervalo que foi usado pelas filhas e pelo genro de Costa para fazer um "limpa" no escritório da Costa Global, firma de consultoria que o ex-executivo da Petrobras abriu no Rio de Janeiro. Os documentos e planilhas mostravam pagamentos feitos a Costa a título de propina.

Costa, as duas filhas e o genro dele são acusados de faltarem "com a verdade por diversas vezes quando de seu interrogatório judicial (evento 363), em evidente descumprimento dos deveres impostos pelos acordos de colaboração premiada que celebraram com o Ministério Público Federal e foram homologados pelo Supremo Tribunal Federal".

— Desta feita, resta impossibilitada a aplicação dos benefícios previstos nos referidos acordos, uma vez que, no caso em tela, a colaboração não foi efetiva, pelo que o parquet federal requer sua desconsideração para fins de condenação e dosimetria da pena.

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