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Operação da PF mira desembargadores por venda de decisões judiciais no Ceará

Dezessete profissionais ligados à Justiça são alvos de mandados de busca e depoimentos

Brasil|Do R7

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Agentes federais fazem operação contra desembargadores no Ceará
Agentes federais fazem operação contra desembargadores no Ceará

Uma operação da PF (Polícia Federal) nesta quarta-feira (28) mira desembargadores e advogados pela venda de decisões judiciais do TJ-CE (Tribunal de Justiça do Ceará).

A 2ª fase da Operação Expresso 150 cumpre 19 mandados de busca e apreensão e 24 de condução coercitiva (depoimento obrigatório) expedidos pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça).


Entre os investigados estão dois desembargadores da ativa, um desembargador aposentado e 14 advogados do Estado. Cerca de 110 agentes federais cumprem os mandados de busca nas casas dos suspeitos, escritórios de advocacia e em dois gabinetes de desembargadores do TJ-CE.

As ordens de busca e condução dos investigados foram determinadas pelo ministro Herman Benjamin, que acatou parte da representação proposta pela Polícia Federal, contra os indícios de conluio entre advogados e desembargadores.


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Esses acordos tinham por objetivo liberar criminosos por meio da de liminares em habeas corpus, que eram protocolados especialmente durante os plantões judiciais.


A primeira etapa da operação, em junho do ano passado, indicou os núcleos criminosos do grupo. Segundo a PF, nesta fase, foi possível coletar "fartas evidências sobre as negociatas das decisões".

A Justiça também determinou o bloqueio das contas de um desembargador aposentado e de um advogado envolvido no esquema.


Pelo menos 300 pessoas foram beneficiadas com o esquema, como a inclusão de funcionários públicos aos quadros do Estado. Segundo a PF, o caso ocorreu para o cargo de soldado da PM do Estado do Ceará, entre 2011 e 2012, sem que os candidatos fossem devidamente aprovadas no concurso público.

Os crimes investigados são: associação criminosa, corrupção passiva, tráfico de influência, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Todos os investigados vão prestar depoimento e, depois, serão liberados.

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