Oposição entra com representação contra vice-presidente da Câmara por quebra de decoro
Petista André Vargas, suspeito de ligação com doleiro, pediu afastamento de 60 dias
Brasil|Do R7
PSDB, DEM e PPS protocolaram, nesta segunda-feira (7), uma representação pedindo a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara dos Deputados. O petista licenciou-se por 60 dias após novas revelações que sugerem uma sociedade entre o parlamentar e o doleiro Alberto Yousseff, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. O processo pode levar à cassação do parlamentar.
Na representação, os partidos da oposição pedem a abertura de processo no Conselho de Ética e pedem que o órgão convide Yousseff a prestar depoimento. A investigação da PF afirma que o deputado teria auxiliado o doleiro em negociações do laboratório Labogen com o Ministério da Saúde.
Em uma das mensagens trocadas entre os dois, divulgadas no último final de semana pela revista Veja, o doleiro afirma a Vargas que o negócio poderá lhes trazer "independência financeira". Yousseff alugou um jatinho para uma viagem de férias de Vargas com sua família de Londrina (PR) para João Pessoa (PB).
Pressionado, vice-presidente da Câmara se licencia
Na semana passada, em discurso na tribuna da Câmara, Vargas disse não ter qualquer sociedade com o doleiro e que a viagem feita com o jatinho alugado pelo doleiro foi uma "imprudência".
O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse que as denúncias de envolvido de Vargas com o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal, são da maior gravidade e precisam ser investigadas com toda a isenção pelo conselho.
— Já que o vice-presidente não tomou a iniciativa de se afastar espontaneamente do cargo, vamos ingressar com representação contra ele no Conselho de Ética por entender que o seu envolvimento com o doleiro preso pela PF fere o decoro parlamentar.
Segundo o parlamentar, a opção por representar contra Vargas no colegiado foi a saída encontrada pelos partidos de oposição para não causar mais constrangimento à Mesa Diretora da Casa.















