Brasil

28/6/2013 às 00h03 (Atualizado em 28/6/2013 às 09h27)

Oposição quer CPI para investigar gastos com a Copa do Mundo 2014

DEM e PPS começam a coletar assinaturas para fiscalizar os gastos públicos na competição 

Do R7

Custos com construção de estádios e obras de infraestrutura podem chegar a R$ 63 bilhões, segundo a Consultoria Legislativa do Senado Roberto Stuckert Filho/15.06.2013/PR

Depois de o governo federal anunciar que a previsão dos custos das obras para a Copa do Mundo de 2014 subiu de R$ 25,5 bilhões para R$ 28 bilhões, dois dos principais partidos políticos da oposição — Democratas e PPS/MD — começaram, nesta semana, a atuar nos bastidores do Congresso para implantar uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito). O objetivo é investigar os gastos públicos para realizar o torneio.  

No mesmo dia em que anunciou o aumento em cerca de 10% dos gastos, o próprio governo admitiu que a conta pode ficar ainda mais cara. Nas contas da Consultoria Legislativa do Senado, a Copa 2014 será a mais cara da história e pode chegar a custar R$ 63 bilhões para os governos. Para comparar, o governo da África do Sul gastou R$ 14,5 bilhões em infraestrutura e estádios na Copa 2010.  

O investimento público para fazer a Copa 2014 virou um dos alvos das manifestações de rua das últimas semanas. Por isso, na última segunda-feira, os parlamentares do PPS/MD iniciaram a coleta de assinaturas para a CPMI. O líder do PPS/MD, deputado federal Rubens Bueno (PR), articula nos bastidores para conseguir a adesão dos parlamentares.

— Vamos iniciar imediatamente a coleta de assinaturas para a CPI e mobilizar os deputados e senadores. Não somos contra o evento, mas contra o modo como o governo federal está conduzindo todo esse processo. É muito dinheiro público em jogo e há indícios de superfaturamento em diversas obras. Ao contrário do que afirmou a presidente Dilma, há sim bilhões do governo federal investidos na Copa. Aí entram aplicações diretas e financiamento de bancos estatais [BNDES, Caixa] em estádios.  

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O líder do Democratas no Senado, José Agripino, também quer uma apuração em torno dos gastos do governo para sediar o Mundial de futebol de 2014. Para o parlamentar, “é uma prerrogativa e uma obrigação do Congresso criar uma CPI mista para que, com base nos dados do Tribunal de Contas da União, passe a limpo essa novela da gastança de recursos para o Brasil sediar uma Copa”.  

— Uma das reivindicações da sociedade, que deve ser objeto de reflexão, é a luta contra a corrupção e ficou claramente demonstrada a preocupação das ruas com o custo das arenas. A de Brasília, por exemplo, custou mais de R$ 1 bilhão, envolvendo recursos públicos, sem contar que falam em superfaturamento.  

De acordo com o senador do Democratas, “a ideia está lançada, os contatos com os partidos estão sendo feitos e, na medida em que esse assunto fique claro e maduro, as assinaturas poderão ser coletadas e os trabalhos iniciados”.   

— Em função das denúncias que estão existindo, essa CPI será um bom instrumento para o enfrentamento da corrupção e o atendimento claro e justo da sociedade, que deseja a moralidade na vida pública do país.  

Bueno, deputado do PPS, ressaltou ainda que o TCU (Tribunal de Contas da União) alertou que a atuação preventiva do órgão em algumas obras, ao lado do MPF (Ministério Público Federal) e CGU (Controladoria Geral da União), já assegurou uma economia de pelo menos R$ 600 milhões em verbas públicas aplicadas nos preparativos para a Copa do Mundo.   

— Isso mostra que já existia um direcionamento para o desperdício. Outro calculo feito por auditoria do TCU aponta que a União já comprometeu R$ 1,1 bilhão com os locais para jogos do mundial de futebol entre subsídios para empréstimos e isenções de impostos para construtoras.  

Copa para ricos

Além de apoiar uma investigação acerca dos custos da Copa, o presidente nacional do PPS/MD, deputado federal Roberto Freire (SP), destacou ainda que os estádios padrão Fifa vão criar uma divisão ainda maior nas partidas de futebol, já que acabam com cultura do povão nos campos de futebol.   

— Acabamos com a “geral”, com os ingressos populares. Então, o pobre fica de fora. O Lula trouxe a Copa para o Brasil e decretou a exclusão do povão dos estádios.

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