Palácio do Planalto confirma Juca Ferreira no Ministério da Cultura
Secretário da Cultura da cidade de São Paulo assume pasta no dia 1º
Brasil|Do R7, com Estadão Conteúdo

O Palácio do Planalto confirmou oficialmente, na tarde desta terça-feira (30), que o sociólogo Juca Ferreira será o novo ministro da Cultura. Neste anúncio, realizado por meio de nota oficial, a presidente também agradeceu a dedicação da ministra interina Ana Cristina da Cunha Wanzeler.
A posse do novo ministro será no dia 1º de janeiro. A confirmação de Ferreira na pasta da Cultura foi o único anúncio de novo nome para o ministério do segundo mandato de Dilma na Presidência da República realizado nesta terça.
Dos 39 ministérios, Dilma anunciou até agora 25 nomes.
Na segunda-feira (29), também em nota oficial, a presidente formalizou sete nomes: Antonio Carlos Rodrigues (Transporte), Gilberto Occhi (Integração), Miguel Rossetto (Secretária Geral), Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), Pepe Vargas (Relações Institucionais), Ricardo Berzoini (Comunicações) e Carlos Gabas (Previdência).
Berzoini já ocupava a pasta das Relações Institucionais, Rosseto a do Desenvolvimento Agrário e Occhi o ministério das Cidades. Deixaram o governo Francisco Teixeira (Integração), Garibaldi Alves (Previdência Social), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral), Paulo Bernardo (Comunicações) e Paulo Sérgio Passos (Transportes).
Primeiro escalão
Na última semana, a presidente já havia confirmado os novos mandatários de 13 pastas, incluindo aquelas consideradas de primeiro escalão, como a Educação, Defesa e Minas e Energia.
Dos ministérios já definidos, o PMDB, maior partido da base aliada ao governo, conseguiu o maior número de pastas na Esplanada, com seis no total. Entre eles estão o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) para Minas e Energia, o deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) para a Secretaria de Portos e o deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) para a Secretaria de Aviação Civil.
A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) vai assumir o Ministério da Agricultura, mesmo depois de protestos de movimentos sociais, que temem que a presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária) paralise de vez o processo de reforma agrária.
Completando a cota peemedebista está Hélder Barbalho (PMDB-PA) na Pesca. Hélder é filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Ele perdeu as eleições ao governo do Pará em outubro deste ano. Os nomes foram acertados entre Dilma e o vice-presidente, Michel Temer (PMDB).
O PT perdeu uma vaga importante no governo, o Ministério da Educação, que desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era administrado pela legenda, será comandado pelo governador do Ceará, Cid Gomes (Pros-CE).
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT-BA), foi indicado para o Ministério da Defesa, substituindo Celso Amorim. Com os cinco nomes anunciados nesta segunda (29), mais o de Juca, o partido da presidente já tem sete vagas garantidas na Esplanada dos Ministérios.
O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, presidente do PSD, foi confirmado como ministro das Cidades, em substituição a Gilberto Occhi, funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal.
Quem continua no primeiro escalão do governo é Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que deixa os Esportes para assumir a pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Faltando pouco mais de um ano para as Olimpíadas 2016, quem assume o ministério dos Esportes é o deputado federal George Hilton (PRB-MG).
Dilma já havia anunciado sua equipe econômica e indicado Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa para o Planejamento o senador Armando Monteiro (PTB-PE) para o Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e confirmado a permanência do atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, no cargo.
Confira a lista completa dos 25 ministros já confirmados:
1. Aldo Rebelo (Ciência, Tecnologia e Inovação);
2. Cid Gomes (Educação);
3. Edinho Araújo (Secretaria de Portos);
4. Eduardo Braga (Minas e Energia);
5. Eliseu Padilha (Secretaria de Aviação Civil).
6. George Hilton (Esporte);
7. Gilberto Kassab (Cidades);
8. Helder Barbalho (Secretaria de Aquicultura e Pesca);
9. Jacques Wagner (Defesa);
10. Kátia Abreu (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento);
11. Nilma Lino Gomes (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial);
12. Valdir Simão (Controladoria Geral da União);
13. Vinicius Lajes (Turismo);
14. Joaquim Levy (Fazenda);
15. Nelson Barbosa (Planejamento);
16. Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e
17. Alexandre Tombini (Banco Central).
18. Antonio Carlos Rodrigues (Transporte)
19. Gilberto Occhi (Integração)
20. Miguel Rossetto (Secretária Geral)
21. Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário)
22. Pepe Vargas (Relações Institucionais)
23. Ricardo Berzoini (Comunicações)
24. Carlos Gabas (Previdência)
25. Juca Ferreira (Cultura)















