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Presidente da Câmara diz que CPI só investigará casos ocorridos na Petrobras a partir de 2005

O PT havia pedido que também se investigasse o período da presidência de FHC

Brasil|Da Agência Câmara

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O delator Pedro Barusco afirmou que esquema existe desde 1990
O delator Pedro Barusco afirmou que esquema existe desde 1990

O presidente da Câmara do Deputados, Eduardo Cunha, disse há pouco que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades na Petrobras deve ser cumprida de acordo com o que prevê a ementa, destinada a analisar irregularidades entre 2005 e 2015.

—Eu sou regimentalista. Como eu vou decidir as CPIs de acordo com o Regimento [Interno da Câmara], eu decidi a da Petrobras de acordo com o Regimento; sou favorável que se cumpra o Regimento. A ementa que está lá deve ser cumprida, seja do escopo de investigação, seja do prazo, seja de tudo.


Segundo Cunha, caso haja a vontade de se fazer uma CPI com escopo diferente do que foi aprovado, é necessário criar uma nova comissão.

—Essa é a minha opinião como regimentalista. Agora cada um tem o direito de fazer o que quiser. Se alguém quiser recorrer, eu vou decidir de acordo com o Regimento.


Governo FHC

O PT quer ampliar a investigação para o período entre 1997 e 2003, durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso (FHC). O ex-gerente executivo de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco – um dos delatores da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga o caso – denunciou que as irregularidades existem desde a década de 1990, quando o presidente da República era FHC. Barusco também afirmou na delação premiada que o PT recebeu até 200 milhões de dólares em propinas.


Esquema criminoso

O líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), disse que não há problema algum em se ampliar o prazo de análise da CPI, desde que haja correlação com o que a comissão investiga. Segundo o parlamentar, Barusco recebeu propinas nesse período anterior a 2005 de forma individual.

—Não há nenhum óbice a que haja ampliação, desde que haja conexão. O que nós não podemos fazer é retroagir para tirar o foco desse esquema criminoso que foi instalado no governo do PT, quando um dos servidores da Petrobras disse que recebeu propina em 1997. 

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