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Presidente do PT defende disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados em 2015

Candidatura foi discutida uma semana após PMDB aprovar indicação de Eduardo Cunha (RJ)

Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

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Falcão disse que decisão será tomada junto com a bancada do PT
Falcão disse que decisão será tomada junto com a bancada do PT

O presidente do PT, Rui Falcão defendeu que o partido dispute a Presidência da Câmara dos Deputados na próxima legislatura. A sigla discutiu o assunto no encontro da Executiva Nacional do partido realizado nesta segunda-feira (3), Em Brasília.

Apesar de ainda não ter um nome, o PT começou a se articular uma semana após a bancada do PMDB aprovar a indicação do deputado federal Eduardo Cunha (RJ) à disputa da presidência da Câmara em 2015. Cunha foi reconduzido à liderança da legenda e recebeu carta branca de sua bancada para costurar alianças que o levem ao comando da Casa.


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Entre os nomes mais cotados do PT estão Marco Maia (RS) e Arlindo Chinaglia (SP). Ambos já chefiaram os trabalhos na Câmara dos Deputados. Rui Falcão disse que a decisão será tomada juntamente com a bancada, mas adiantou que defende candidatura própria à Presidência da Casa, que atualmente está nas mãos de Henrique Alves (PMDB-RN).


— Naturalmente, o PT, como maior bancada, quer ter candidato. Ou, na pior das hipótese,s influir também [na escolha]. Isso vai ser uma decisão da bancada. Eu pessoalmente acho que o PT deve indicar um candidato a presidente.

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) afirmou que nenhum membro da Executiva foi contra o lançamento de candidatura própria à Presidência da Câmara.


— Eu acho que é legítimo. É a boa e velha tradição da representação do parlamento e da sociedade brasileira. Eu suponho que o maior partido eleja o presidente.

O líder do partido na Câmara, deputado Vicentinho (PT-SP), revelou que a bancada se reunirá na terça-feira (4) para dar continuidade ao assunto e pediu cautela aos correligionários.


— Ainda estamos em novembro. Então a discussão é para o ano que vem. Acho que qualquer decisão tomada colocada antes do tempo pode ser uma coisa precipitada.

Mesmo assim, Vicentinho lembrou que o acordo firmado entre o PT e o PMDB seria de um rodízio no comando da Casa e que agora seria a vez dos petistas assumirem a Presidência.

— O que nós queremos é que se mantenha um acordo entre os dois maiores partidos e que nesse caso não é o maior partido indicar, os dois maiores fazem revezamento [ na Presidência da Câmara]. 

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