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Projeto sobre fundos de pensão está parado na Câmara

Proposta mira reduzir influência na escolha de diretores e evitar dirigentes políticos na gestão

Brasil|Do R7

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rodrigo maia - 800
rodrigo maia - 800 Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O projeto que altera o funcionamento dos fundos de pensão está parado na Câmara e só deve ser votado em outubro, depois das Eleições 2016.

A proposta de lei tem como objetivo reduzir a influência política na escolha de diretores dos fundos e cria mecanismos para impedir que dirigentes de partidos participem da gestão das entidades.


O texto foi aprovado no Senado em abril e entrou na pauta de votação da Câmara por quatro vezes em julho, antes do início do recesso parlamentar.

Houve pressão dos trabalhadores dos fundos de pensão das estatais e a votação acabou sendo adiada sucessivamente.


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O projeto é considerado uma das prioridades da gestão do presidente Michel Temer. Após a pressão das entidades, o governo, que queria manter o texto aprovado no Senado, teve de ceder e fazer alterações.


A principal delas foi a que retirou a obrigatoriedade para que conselhos das entidades tivessem integrantes independentes.

O projeto atua em três frentes: profissionalização e despolitização dos conselhos deliberativos e fiscais e das diretorias dos fundos; definição das atribuições dos órgãos de fiscalização internos das entidades; e divulgação de informações e resultados para contribuintes.


Pelo texto atual, fica proibido que conselheiros e diretores tenham atuação político-partidária quando estiverem nos cargos.

Também cria uma espécie de "quarentena" — de 24 meses — para que dirigentes partidários não ocupem cargos nos conselhos ou em diretorias dos fundos de pensão.

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