PSD orienta voto a favor do impeachment, mas Kassab "segura" Ministério das Cidades
Líder do partido na Câmara diz que 25 ou 26 deputados vão decidir pela saída de Dilma
Brasil|Raphael Hakime e Mariana Londres, do R7, em Brasília

A bancada do PSD na Câmara dos Deputados decidiu, por maioria, anunciar apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, cuja votação em plenário será no próximo domingo (17).
O líder do PSD na Câmara, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), informou nesta quarta-feira (13) que ao menos dois terços da bancada, formada por 38 parlamentares, é favorável ao impeachment.
— Mais de dois terços [dos deputados votarão a favor do impeachment]. Já é uma ampla maioria. Existem alguns indecisos e, por isso, é difícil você precisar o número de votos. Mas uma ampla maioria permitiu essa decisão favorável ao impeachment. Tem 25 ou 26 parlamentares favoráveis, fora a questão dos indecisos.
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Rosso assegurou que nenhum deputado do PSD que votar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff será punido, uma vez que "o partido é um partido democrático, que tem divergências e convergências, mas acima de tudo em prol do povo brasileiro".
— Então, não haverá absolutamente nenhuma sanção. Vai ser respeitada a divergência dentro do partido.
Gilberto Kassab
Principal expoente do PSD e atual ministro das Cidades, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab não deverá abrir mão do cargo na Esplanada. Rosso tentou dissociar a "decisão da bancada" do PSD da postura do ministro, que, segundo o líder do PSD, "participou do início [da reunião] apenas para confirmar seu respeito e a soberania da bancada".
— A decisão do ministro é dele, é uma questão dele. [...] A bancada da Câmara dos Deputados tomou uma decisão pelo impeachment. O ministro Kassab é livre nas suas decisões e qualquer que seja a decisão dele terá o respeito da bancada. Será respeitado pela bancada.
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