“Quanto antes se fizer uma reforma, melhor”, diz pesquisador sobre previdência no Brasil
Brasil deve aproveitar força de trabalho jovem e bom momento econômico
Brasil|Kamilla Dourado, Do R7, em Brasília

Por ter uma população jovem, a aposentadoria ainda não é uma grande preocupação dos brasileiros. A constatação está em um estudo, divulgado nesta quarta-feira (29), pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
Estima-se que, nas próximas décadas, entre 20% e 30% dos brasileiros sejam maiores de 65 anos. Até 2050, a população idosa vai quadruplicar de tamanho e alcançar 140 milhões de pessoas. Com o atual sistema de previdência, será difícil equilibrar as contas públicas.
Segundo o pesquisador da Unidade de Mercado de Trabalho e Seguridade Social do BID, Mariano Bosch, o Brasil não deve esperar para esse cenário para fazer uma reforma no seu sistema de previdência.
Aposentadoria pela Previdência está sujeita a colapso em menos de 40 anos
Quatro em cada dez brasileiros não guardam grana para a aposentadoria
Para o Bosch, o País deve aproveitar o bom momento em que vive o seu mercado de trabalho para promover mudanças agora.
— A janela demográfica do Brasil é favorável, temos muitos trabalhadores jovens e, portanto, estamos em uma posição em que se pode fazer uma reforma paulatina, mais tranquila. Os países europeus têm muito problemas fiscais importantes e [lá] já não se pode fazer essa reforma de maneira tranquila.
Além disso, o pesquisador destaca que a retirada de milhões de brasileiros da pobreza é um fator positivo para o cenário da previdência no Brasil.
— Aqui no Brasil temos um ambiente e uma economia muito melhores, mas a população envelhece e a cada ano que passa fica mais complicado, quanto antes se fizer uma reforma, melhor.
Leia mais notícias de Brasil e Política
No estudo, os pesquisadores apontam a redução da carga tributária sobre o trabalho formal como uma das principais mudanças para a reforma previdenciária. A sugestão é criar alternativas de financiamento para a previdência. Uma saída seria substituir contribuições sociais por impostos sobre o consumo.
Segundo os pesquisadores do BID, a medida “poderia ter efeitos positivos sobre o nível de emprego formal e a competitividade da economia”.














