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Câmara deve votar fundo público para financiar campanhas eleitorais

Brasil|Celso Fonseca, do R7

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Proposta será votada nesta terça (22) pelos deputados
Proposta será votada nesta terça (22) pelos deputados

Hoje a Câmara dos Deputados pode aplicar mais um insidioso golpe no coração de um País já exaurido e engolido pela descrença e falta de esperança. A Câmara pode votar hoje a criação de um fundo público no valor de imodestos R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas eleitorais em 2018. O tapa na cara da nação se esboça no ar.

Aprovado pela comissão que debate a reforma eleitoral e cujo relator é o petista Vicente Candido, o tal fundo faz com que nós, todos os brasileiros sejamos os financiadores das campanhas, e valores bilionários sejam mais uma vez solapados dos nossos bolsos.


Ao invés de hospitais, creches, escolas, dinheiro para sustentar a farra da eleição. Num momento em que parte da classe política — salvo honrosas exceções — mancha a biografia do Brasil com escândalos, o escárnio chega ao seu limite.

Porque nós, que trabalhamos duro temos agora que transformar nosso suor em santinhos e penduricalhos para eleger políticos. 


Alguma vez alguém bateu na sua porta para oferecer ajuda para você realizar seus sonhos mais modestos, como alimentar sua família, manter os filhos na escola e minimamente atendidos por uma rede saúde. Porque nós agora temos que ajudar os políticos a ganhar votos — sabemos muitas com que tipo de estratégia — para se elegerem a cargos de destaque e assegurarem o próprio conforto pessoal e um futuro tranquilo com inúmeros privilégios.

Amigos candidatos, façam como todos brasileiros, trabalhem, gastem a sola do sapato, a saliva e conquiste seus votos no olho a olho com o eleitor e deixem o ar condicionado dos estúdios das produtoras de vídeo. Esses R$ 3,6 bilhões se aprovados mostram que parte dos políticos vivem numa redoma, numa gaiola de ouro. Quando a economia parece dar seus primeiros sinais de recuperação e há sinais de estabilidade chega essa conta, que não merecemos pagar. Mais uma vez só podemos nos sentir ultrajados. 

E há ainda quem ache esse dinheiro pouco.

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