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Serra: diplomacia não refletirá mais preferências ideológicas de partido político

O senador tomou posse do cargo de ministro das Relações Exteriores nesta quarta-feira (18)

Brasil|Do R7

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O novo titular do Itamaraty disse também que o País vai deixar de apostar apenas em negociações diplomáticas multilaterais
O novo titular do Itamaraty disse também que o País vai deixar de apostar apenas em negociações diplomáticas multilaterais

Em discurso de posse no ministério das Relações Exteriores nesta quarta-feira (18) em Brasília, o ministro José Serra (PSDB-SP) afirmou que, em sua gestão, a diplomacia "não refletirá mais preferências ideológicas de partido político", mas sim valores da sociedade brasileira.

O novo titular do Itamaraty disse também que o País vai deixar de apostar apenas em negociações diplomáticas multilaterais, por meio da Organização Mundial do Comércio (OMC), e dar importância a acordos bilaterais.


Para ele, as tratativas no âmbito da OMC não vêm prosperando com celeridade.

— Brasil manteve-se à margem de negociações bilaterais, vamos vencer esse atraso — afirmou, numa crítica à atuação do País durante a gestão do PT.


Sobre a troca de ofertas entre Mercosul e União Europeia, realizada recentemente, o ministro afirmou que é o ponto de partida para promover o avanço do comércio entre as duas regiões.

— Agora, vamos examinar quais são as ofertas da União Europeia.


Ele ressaltou que o fato de o País selar acordos não significa que as exportações serão ampliadas imediatamente. Para isso, seria preciso aumentar a produtividade e reduzir o custo Brasil. Com essa finalidade, sem dar detalhes, ele disse que o governo vai trabalhar na eliminação das distorções tributárias que encarecem as exportações.

Serra também destacou que o Brasil irá assumir responsabilidade na área ambiental, considerando a riqueza de recursos presentes no País.

No final da semana passada o novo ministro já deu sinais de como atuará à frente do ministério. Serra distribuiu duas notas repudiando às acusações de que o processo de impeachment é um "golpe de Estado". Uma delas foi contra Ernesto Samper, secretário-geral da Unasul, a União das Nações sul-americanas.

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