Temer anuncia programa de concessões e prevê R$ 45 bilhões em investimentos
Programa é aposta do governo para impulsionar o investimento e retomar a economia
Brasil|Do R7

O presidente Michel Temer disse nesta terça-feira que o PPI (Programa de Parcerias em Investimentos) deverá atrair R$ 45 bilhões em investimentos em projetos e concessões na área de infraestrutura.
Em declaração na abertura da reunião do PPI, Temer disse ainda que os problemas de infraestrutura que afetam o escoamento da produção brasileira foram herdados por seu governo e afirmou que o programa é fundamental para a criação de um novo ambiente de negócios.
— Vejam que serão 45 bilhões de novos investimentos nos setores de energia, transportes e saneamento, que promoverão a criação de 200 mil novos empregos diretos e indiretos. [...] Precisamos fazer logo isso, porque mais almejamos é exatamente o combate ao desemprego. Quanto antes pudermos levar isso adiante, tanto melhor.
Economia encolhe 3,6% em 2016, e País tem pior recessão desde 1948
O presidente disse que, no encontro, do qual também participam ministros como Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) e Maurício Quintella Lessa (Transportes), serão apresentados 55 novos projetos de parceria com a iniciativa privada.
"Queremos ter uma infraestrutura eficaz para que o escoamento da produção se dê com grande facilidade", disse Temer, que voltou a afirmar, no mesmo dia em que foi divulgada queda de 3,6% no PIB (Produto Interno Bruto) de 2016, que o Brasil deixou a recessão para trás.
— Estamos deixando a recessão profunda para trás e entrando numa fase de prosperidade, onde investimentos privados serão decisivos.
Moreira Franco, que coordena o PPI e também falou na abertura do encontro, disse que, como parte do programa, o governo federal vai propor 35 concessões no setor de linhas de transmissão de energia.
O PPI é uma das apostas do governo Temer para impulsionar o investimento e retomar a economia em um momento que o governo também tem tido que lidar com turbulências na área política, provocadas pela operação Lava Jato, e tem buscado promover uma agenda de reformas junto ao Congresso Nacional, como mudanças nas legislações trabalhista e previdenciária.















