Temer decide manter no cargo advogado-geral e ministro do Turismo
Osório foi criticado por não participar de estratégia do governo na reformulação da EBC
Brasil|Do R7, com Estadão Conteúdo

Após conversar com o ministro da Advocacia-Geral da União, Fábio Medina Osório, nesta segunda-feira (6), o presidente em exercício Michel Temer, decidiu mantê-lo no cargo.
Osório vinha sofrendo críticas de aliados de Temer por não ter participado da estratégia da presidência para reformular a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação). Na semana passada, o ministro Dias Tóffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o jornalista Ricardo Melo, exonerado do comando da empresa pelo governo interino, retorne ao cargo.
Na manhã desta segunda-feira, Temer reuniu-se com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) para também avaliar a situação de outros dois casos de autoridades de seu governo que estão na berlinda.
Embora o pedido de investigação e as citações ao ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB) na Operação Lava Jato preocupem o governo pelo desgaste que causa, a avaliação no encontro entre a cúpula era de que não haveria fato novo em relação às investigações que estão sendo feitas.
Amigo pessoal de Temer, Alves tem apoio dos peemedebistas. "Não há nada diferente do que já havia saído", disse um ministro, que reforçou a ideia de que o governo precisa de estabilidade e novas demissões causariam mais turbulência.
Segundo a força-tarefa, Alves atuou junto à empreiteira OAS para obter recursos para sua campanha ao governo do Rio Grande do Norte em 2014. O dinheiro teria sido desviado da Petrobras, conforme publicado nesta segunda pelo jornal Folha de S.Paulo.
A denúncia foi encaminhada pela Procuradoria-Geral da República ao STF (Supremo Tribunal Federal) em abril. O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teria participado da negociação com o então presidente da OAS, Léo Pinheiro. O ministro, que perdeu as eleições em 2014, nega qualquer irregularidade.
No caso da secretária das Mulheres, Fátima Pelaes, que a situação também é considerada delicada, mas o governo também optou por não ceder às pressões. Além do problema que Fátima tem com a Justiça, a avaliação é que há o bombardeio de petistas e movimentos sociais que querem a sua saída pela sua posição em relação ao aborto.
A secretaria já se manifestou contrária ao aborto até em caso de estupro, mas afirmou recentemente que sua posição pessoal não influenciará sua atuação no ministério.
Fátima é alvo de investigação na Justiça Federal por supostamente haver participado de um esquema de desvio de R$ 4 milhões em verbas no Ministério do Turismo, objeto da Operação Voucher, da Polícia Federal, iniciada em 2011.















