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Temer exalta papel do Congresso, envia recados a Dilma e diz ter 'honra em liderar travessia'

Em evento de 1 ano de governo, presidente exalta inflação e projeta desemprego menor

Brasil|Do R7

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Comemoração de 1 ano de governo de Temer contou com presidentes da Câmara e do Senado
Comemoração de 1 ano de governo de Temer contou com presidentes da Câmara e do Senado

Em um discurso recheado de recados à ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que foi alvo de um processo de impeachment em 2016, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou nesta sexta-feira (12) ter a "honra, a alegria e felicidade de liderar a travessia" durante a comemoração de 1 ano de governo, após o impeachment da petista.

O peemedebista também exaltou a relação próxima do Executivo com o Legislativo e, mais uma vez, pressionou pela aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional.


Temer disse ter a "impressão" de que se tratava o Legislativo como "um apêndice do poder Executivo, com uma visão centralizadora que existe na nossa cultura política".

— Estamos quebrando essa visão, fazendo com que o Legislativo governe com o Executivo. Hoje o Legislativo não é apêndice, é parte do governo [...]. Não fosse a atuação permanente dos líderes, presidentes da Câmara e do Senado, do presidente Eunício, do presidente Renan, não chegaríamos onde estamos. [...] Tenho a honra, alegria e a felicidade de liderar a travessia. Estamos registrando um ano, que foi intenso e o saldo como puderam verificar é positivo. 


Ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do presidente em exercício do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Temer disse ainda que, "agora, é seguir em frente, porque a travessia continua e estou seguro de que, ao completar o segundo ano de governo, teremos um País reestrututrado e muito mais feliz".

Recados a Dilma


O discurso de Temer foi repleto de recados à ex-presidente Dilma Rousseff, que o antecedeu no Palácio do Planalto. O peemedebista disse que precisou "colocar o País em ordem".

— Vocês se lembram da situação que encontramos há um ano: [...] rombo bilionário nas contas públicas, a mais grave recessão das contas brasileiras, desemprego galopante, inflação galopante e juros extremamente altos.


Em seguida, destacou a "ausência de diálogo" do Executivo com o Legislativo, que decorreu a dificuldade para governar. Segundo Temer, "faltava entrosamento entre o Executivo e o Legislativo, faltava pacificiar o País, nós não queremos brasileiros contra brasileiros, queremos brasileiros com brasileiros".

— Portanto, o que devo fazer e enfatizar é que quem gasta sem responsabilidade, mais do que recebe, terá sérios problemas para por comida na mesa e manter os filhos na escola. [...] A vida não pode ser assim. Por isso tratamos no inicio no governo de fazer o que qualquer pessoa de bom senso faria [...]: estabelecer um teto para os gastos públicos, de modo a equiliobrar as contas, entre o que o governo gastava e arrecadava.

Economia

O peemedebista destacou também os êxitos, na visão do governo, da queda da inflação e da liberação de recursos de contas inativas do FGTS, que impulsionaram a economia, segundo Temer.

— Conseguimos dar um folego para as famílias pagarem suas dívidas e fazerem investimentos e compras. Ao todo, serão liberados mais de R$ 40 bilhões [das contas inativas do FGTS], que já estão entrando na economia.

Temer citou também a inflação, que estava em 9,28% em março do ano passado, e agora está em 4,08%.

— A inflação já caiu [...]. Talvez, ao final do ano, tenhamos notícias tão ou mais alvissareiras. Quando se derruba a inflação, você está defendendo os pobres.

O presidente também mirou o desemprego, que é "a apior herança de gastos descontrolados, que em breve irá ceder".

— Não temos dúvida disso. Temos visto várias análises econômicas de que o otimismo começa a transparecer na fala, na fisionomia, no gesto do povo brasileiro.

A solenidade de um ano de governo Temer foi aberta com um vídeo com crítica à era Lula. A propaganda exibida num telão no Salão Nobre do Planalto, exibiu a notória capa da revista britânica The Economist, de 2009, que marcou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva no exterior ao mostrar uma montagem em que o Cristo Redentor decola como um foguete.

"Brazil takes off" (O Brasil decola), narrou em 14 páginas o bom momento econômico brasileiro naquele período. No vídeo, que contou ainda com imagens de portos, de lavouras e jovens teclando no celular, a Secretaria de Comunicação do governo Temer destaca que o "Brasil do futuro" tem de dar lugar ao "Brasil do Agora".

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