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Três senadores eleitos pelo PT podem votar pelo afastamento de Dilma

De um ano para cá, deixaram a legenda Marta Suplicy, Delcídio do Amaral e Walter Pinheiro

Brasil|Do R7

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Marta Suplicy disse que votará pelo impeachment
Marta Suplicy disse que votará pelo impeachment

Três senadores eleitos pelo PT podem votar pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff: Delcídio do Amaral (sem partido-MS), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Walter Pinheiro (sem partido-BA). O trio se desfiliou da legenda de um ano para cá. As baixas podem ser decisivas para tirar da presidente o comando do País.

Dos três ex-petista, ao menos dois votos são dados como perdidos pelos governistas: o de Delcídio e o de Marta.


Para que a presidente seja afastada temporariamente, é necessário o apoio de 41 senadores. A questão deve ir a votação entre 10 e 11 de maio.

Afastado do Senado há seis meses, Delcídio pode voltar a ocupar sua cadeira nesta semana. Ele tem adiado seu retorno desde que deixou a prisão, em 19 de fevereiro, com a apresentação de atestados médicos, o que tem tornado mais lento o processo contra ele no Conselho de Ética da Casa.


Preso preventivamente em novembro passado sob a suspeita de tramar a fuga de Nestor Cerveró, o senador foi abandonado pelo partido e, em acordo de delação premiada, acusou Dilma de tentar interferir por três vezes na Operação Lava Jato. O senador deixou o partido no mês passado.

Entre os três ex-petistas do Senado, porém, quem tem tecido as maiores críticas abertas ao governo é a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP). Desfiliada desde o final abril do ano passado, após 33 anos de PT, ela afirmou na segunda-feira (18), por meio de um post em sua página no Facebook, que votaria pelo impeachment no Senado.


"Precisamos virar essa triste página de um governo fracassado", escreveu Marta. "Dessa votação depende a reconstrução do Brasil, para recuperar os empregos, combater a inflação e garantir as conquistas sociais. No Senado Federal votarei a favor do Impeachment".

Walter Pinheiro é o voto mais incerto do trio. Desfiliado no mês passado, depois de militar também por 33 anos na legenda, ainda não demonstrou como votará e nem definiu em qual partido pretende se filiar.


Embora estivesse cotado para disputar a prefeitura de Salvador pelo PT, a saída de Pinheiro não foi exatamente uma surpresa. Em 2006, ele já havia se indisposto com a cúpula petista por causa do mensalão. E em 2010 voltou a criticar suposto esquema de corrupção envolvendo a legenda.

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