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TSE e TCU não têm elementos para preparar impeachment de Dilma, diz Joaquim Barbosa

Segundo o ex-ministro, o TCU é formado por "políticos fracassados" sem estatura institucional

Brasil|Do R7

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Joaquim Barbosa foi ministro do Supremo Tribunal Federal
Joaquim Barbosa foi ministro do Supremo Tribunal Federal

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o TCU (Tribunal de Contas de União) não têm elementos para dar suporte a um processo que leve ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, disse neste sábado (29) o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa.

"O TSE é um órgão cuja composição não ajuda", disse Barbosa, mencionando a presença na instituição de membros que também exercem simultaneamente a atividade advocatícia. Para o ex-magistrado, o tribunal tem se mostrado capaz de tirar do poder no máximo governadores de Estados menores, mas não um presidente da república.


O tribunal também tem entre os membros três ministros do STF. Um deles, José Dias Toffoli, é o presidente do TSE. Durante seu mandato no STF, Barbosa também fez parte do tribunal eleitoral.

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Barbosa atacou também o TCU que, segundo ele, é formado por "políticos fracassados", que não têm estatura institucional suficiente para conduzir algo de tamanha gravidade.

— Impeachment tem que ser algo muito bem embasado. Sem isso todos sairemos perdendo.


O TCU julga o que se chama de "pedaladas fiscais" do primeiro mandato do governo Dilma (2011-2014), o nome dado às práticas do Tesouro Nacional de atrasar repasses a bancos públicos com o objetivo de melhorar artificialmente as contas fiscais.

Nesta semana, o TCU decidiu conceder mais 15 dias para o governo federal explicar pontos adicionais sobre as contas de 2014. O ministro relator do processo, Augusto Nardes, disse que um eventual agravo da AGU (Advocacia Geral da União) atrasaria ainda mais o processo.

Um eventual parecer do TCU pela rejeição das contas daria força aos que defendem um processo de impeachment contra Dilma.

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