“Vejo um governo nas cordas e sem estratégia”, diz Aécio Neves sobre proposta de Constituinte
Para o senador, a mudança deve ser implementada por meio de uma emenda constitucional
Brasil|Do R7

Provável candidato à Presidência da República em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou, nesta terça-feira (26), a forma como o governo tem conduzido a discussão sobre a necessidade de reforma política no Brasil. Ontem, a presidente Dilma Rousseff propôs a convocação de plebiscito para a formação de uma Constituinte exclusiva para a mudança e, hoje, após críticas, anunciou que ainda “não houve qualquer decisão" sobre o tema.
Para Aécio, a oscilação da postura do governo diante da pressão popular por meio de grandes protestos de rua é um sinal de falta de estratégia. A jornalistas, o senador afirmou que esperava um diálogo mais amplo da presidente com a oposição.
— Não se faz um pacto efetivo no Brasil, em qualquer área, apenas ouvindo seus assessores mais próximos, que foi o que aconteceu até aqui [...] O que vejo, na verdade, hoje, lamentavelmente, é um governo nas cordas, um governo sem estratégia, um governo sem a generosidade de ouvir todos os segmentos da sociedade, repito, inclusive a oposição.
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O tucano defendeu a necessidade de reforma política, mas se opôs à proposta de convocação de um plebiscito. Segundo ele, a forma mais adequada de implementar a mudança é por meio de uma emenda constitucional.
— Queremos que esta discussão venha no leito normal, no leito institucional, através de propostas que possam ser votadas aqui através de emendas à Constituição que é um único caminho que a Constituição prevê para sua própria reforma.
Entre as bandeiras apresentadas pelo senador para a reforma estão a implementação do regime parlamentarista e o voto distrital misto. Ele disse, no entanto, aguardar a apresentação de porpostas claras por parte da presidente.
— O fato de a presidente ter dito, pela primeira vez, que isto é relevante e se dispor a participar, é um fato positivo. Desde que ela detalhe, que ela diga o que ela compreende como reforma política.















