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Novos policiais da Força Nacional são enviados ao Rio Grande do Norte para combater criminalidade

O estado sofre com a onda de violência provocada por facções criminosas; os agentes seguiram para a região nesta sexta-feira (17)

Brasília|Do R7

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Agentes da Força Nacional em frente a avião da FAB com destino ao Rio Grande do Norte
Agentes da Força Nacional em frente a avião da FAB com destino ao Rio Grande do Norte

O Ministério da Justiça e Segurança Pública enviou ao Rio Grande do Norte, no início da tarde desta sexta-feira (17), mais 80 homens da Força Nacional. Ao todo, 330 agentes — 30 policiais penais e 300 da Força Nacional — atuam no estado, que sofre com a onda de violência provocada por facções criminosas.

A região registrou mais uma série de ataques na noite de quinta-feira (16). Os suspeitos atearam fogo no pátio da Secretaria Municipal da Mobilidade Urbana de Natal (STTU) e queimaram as motos de patrulhamento estacionadas no local. No prédio da Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), os criminosos incendiaram o estoque de medicamentos.


Na manhã desta sexta-feira (17), as polícias Federal, Civil e Militar deflagraram a operação Normandia, destinada a combater os crimes de tráfico de drogas e organização criminosa. Entre os alvos da operação está um dos líderes da facção, que é apontado como responsável por ter ordenado os recentes ataques realizados nesta semana em Natal e outros diversos municípios do RN.

Entre os civis, a única vítima foi um idoso, dono de um supermercado em Natal, que morreu após ter sido baleado durante uma ação criminosa. Socorrido, ele não resistiu aos ferimentos. Além dele, dois suspeitos morreram durante confrontos com a polícia, um deles contra agentes da Paraíba.


Nos dois dias de operação, 43 suspeitos foram presos — cinco deles foragidos da Justiça — e um adolescente foi apreendido. A polícia apreendeu, ainda, nove armas de fogo, 39 artefatos explosivos, um simulacro de arma de fogo, nove galões de gasolina, cinco motos e dois carros, além de drogas, munições e valores em dinheiro não contabilizados.

Cidades alteram rotina

Ante o temor provocado pelos ataques na região metropolitana de Natal e no interior, alguns municípios recolheram sua frota do transporte público por dois dias seguidos, a fim de evitar que mais veículos fossem incendiados.

Universidades públicas, como a UFRN e a UERN, e escolas particulares da região também suspenderam as aulas. Em Natal e Mossoró, por exemplo, as unidades de saúde ficaram fechadas, e o serviço de coleta de lixo foi suspenso.

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