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Aceleramos: novo Nissan Sentra declara guerra a Jetta, Focus sedã e C4 Lounge

Sedã chega completíssimo do México com preços e meta de vendas agressivos

Carros|Diogo de Oliveira, do R7, no Rio de Janeiro*

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Refeito do zero, Nissan Sentra muda radicalmente na sétima geração e aposta no bom preço e na aura japonesa
Refeito do zero, Nissan Sentra muda radicalmente na sétima geração e aposta no bom preço e na aura japonesa
Novo Sentra abandona linhas quadradas está mais elegante
Novo Sentra abandona linhas quadradas está mais elegante
Interior transmite sofisticação com arremates de bom gosto
Interior transmite sofisticação com arremates de bom gosto

Na gíria popular, quando alguém chega "com tudo", fazendo algum alarde, diz-se que ela "chegou chegando". Pois é assim que o novo Nissan Sentra recomeça sua história no Brasil. A sétima geração do sedã médio acaba de desembarcar no País 100% reformulada, com design e projeto totalmente novos, equipamentos mais sofisticados e preços agressivos — de R$ 60.990 a R$ 71.990.

A meta do novo Sentra é emplacar entre 1.300 e 1.400 unidades/mês para "beliscar" um quarto ou quinto lugares em um segmento amplamente dominado pelos arquirrivais Honda Civic e Toyota Corolla — juntos, os modelos detém 46% das vendas. Na terceira colocação (isolada) está o Chevrolet Cruze, que conseguiu seduzir fãs do "fora-de-linha" Vectra. E quem vem depois? Um "pelotão" liderado pelo (também mexicano) Volkswagen Jetta.


Prós e contras

A seu favor, o novo Sentra terá basicamente dois fatores: um, a relação custo/benefício interessantíssima, com preço inicial menor e lista de equipamentos "gorda"; dois, a "aura japonesa", que transmite confiabilidade em um nicho onde a clientela tende a ser mais conservadora. Ou seja, analisando de fora, o sedã nipo-mexicano tem o "cosmos" de Civic e Corolla com melhor preço.


Por R$ 60.990, tem-se um carro recheado e com itens modernos, como a chave presencial I-Key, que permite ao condutor acessar a cabine e dar a partida no motor sem tirá-la do bolso. Mas e qual o ponto fraco do novo Sentra? Depende do adversário. O Citroën C4 Lounge, que também acaba de chegar, oferece motor turbo (1.6, 165 cv) na versão top. O Nissan usa um 2.0 flex de 140 cv.

Se o comprador estiver atrás de um sedã com mais desempenho, o novo Sentra pode ficar ofuscado. Isso porque, além do C4 LoungePeugeot 408 e Renault Fluence oferecem versões com motores turbo. Mas os três modelos custam mais caro — próximos dos R$ 80 mil. O 408 usa o mesmo 1.6 turbo (165 cv) do Citroën, mas é o mais acessível, com preço sugerido de R$ 73.990. Ainda assim, o modelo da Nissan é mais em conta.


Já na comparação com versões equivalentes em preço (todas com motores 2.0 flex), o Sentra leva vantagem na lista de série. A versão top SL (R$ 71.990) traz ar-condicionado de duas zonas, direção elétrica, seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina), ABS, iluminação por leds nos faróis e lanternas, teto solar, bancos cobertos em couro, rodas de liga leve aro 17 e central multimídia com Bluetooth, GPS e entradas auxiliar e USB.

Quanto mais tiozão, melhor


O conservadorismo da clientela de sedãs médios no Brasil fez a Nissan valorizar aspectos como conforto, espaço interno e eficiência energética. Se o antigo Sentra "não tinha cara de tiozão", como dizia o comercial da tevê, o novo foi feito para esse público mais velho e endinheirado. Isso porque houve uma clara preocupação em tornar o sedã mais macio, sofisticado e espaçoso na cabine. Tudo isso com os olhos no consumo de combustível.

novo Sentra está 33 kg mais leve que o anterior, mesmo estando mais equipado. E o coeficiente aerodinâmico (Cx) baixou de 0,34 para 0,29. Na prática, isso significa que o sedã "corta" melhor o ar à medida que ganha velocidade, o que aumenta o conforto acústico — e, claro, ajuda a poupar cobustível. A Nissan ainda reduziu em 10% o peso da transmissão automática do tipo CVT (continuamente variavel). E a receita funcionou.

O sedã mexicano recebeu nota A no Programa de Etiquetagem do Inmetro, tanto na versão básica S, com câmbio manual de seis marchas, quanto na top SL, com a caixa CVT — de relações infinitas. Mas nada disso valeria se o novo Sentra deixasse de lado o conforto. Pensando nisso, a montadora recalibrou os conjuntos de molas e amortecedores. Funcinou. Ao volante, o sedã é macio e equilibrado, e a carroceira sólida nas manobras.

Por sorte (ou eficiência), não foi necessário instalar pneus "verdes" (de baixo atrito) para conquistar nota A no Inmetro. Estes têm borrachas mais duras para reduzir a resistência à rolagem, mas sacrificam a maciez. Já em relação ao espaço interno, a Nissan foi ainda mais agressiva. O entre-eixos de 2,70 metros é um dos maiores da categoria e dá folga às pernas dos passageiros que vão atrás. E o porta-malas comporta 503 litros — 61l a mais.

Relação custo/benefício é o diferencial

A bordo do novo Sentra, a primeira impressão é de que a montadora japonesa acertou ao mudar radicalmente o modelo. A sétima geração do sedã está muito mais chique por dentro, com linhas e arremates de bom gosto. Ainda assim, o estilo é predominantemente racional — está mais para o Jetta que para um Hyundai Elantra. No geral, os revestimentos agradam aos olhos e ao toque e há muitos porta-objetos espalhados na cabine.

Um grande acerto da Nissan foi oferecer em todas as versões do Sentra a chave presencial I-Key. Com ela o motorista fica mal acostumado, entra, sai e dá a partida no motor sem precisar dela para nada. Outro ponto alto é o design externo, que ficou anos-luz à frente do anterior. Os traços agora são orgânicos em vez de geométricos. Esqueça as linhas quadrados. A carroceria exibe ondulações e faróis e lanternas usam leds.

Num todo, o novo Sentra reúne vários argumentos para convencer o tradicional dono de sedã médio. Há requinte a bordo, motor 2.0 flex com a tecnologia Flex-Start (que dispensa o tanquinho auxiliar de gasolina para acionar o motor nos dias de frio) e o câmbio automático CVT — único do segmento com a opção. Tudo bem que a caixa pode decepcionar: nas retomadas o giro do motor sobe muito, mas a energia despejada não empolga.

Como as marchas são infinitas e não há escalonamento, o câmbio CVT trabalha melhor no trânsito urbano e na estrada, em velocidade constante. Quando é necessário um "gás" extra, a caixa demora a responder. Mas quem busca conforto não ligará muito para este detalhe. Certamente dará mais atenção ao belo acabamento, ao espaço interno e à ótima relação custo/benefício (Preço X Equipamentos). Este é o diferencial do novo Sentra.

Ficha Técnica

Nissan Sentra SL 2.0 flex Xtronic CVT

Motor: dianteiro, 2.0, 16V, comando variável de válvulas, flex

Potência: 140 cv a 5.100 rpm (gasolina/etanol)

Torque: 20 kgfm a 4.800 rpm (gasolina/etanol)

Câmbio: Automático tipo CVT (continuamente variável) com função overdrive

Direção: Elétrica progressiva

Suspensão: Independente McPherson na dianteira, eixo de torção atrás

Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás; ABS com EBD

Rodas e pneus: 205/50 R17

Dimensões: 4,62 m (comprimento), 1,76 m (largura), 1,50m (altura) e 2,70 m (entre-eixos)

Peso (ordem de marcha): 1.348 kg

Tanque de combustível: 52 litros

Porta-malas: 503 litros

Garantia de fábrica: 3 anos

Preço: R$ 71.990

*O jornalista viajou a convite da Nissan do Brasil

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