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Assassino de Glauco será acusado por latrocínios em audiência nesta terça-feira

Audiência de instrução começará as 8h em Goiânia (GO); Cadu afirmou sentir prazer em matar

Cidades|Do R7

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Cadu é assassino confesso do cartunista Glauco e do filho dele
Cadu é assassino confesso do cartunista Glauco e do filho dele

O promotor de Justiça Fernando Braga Viggiano fará nesta terça-feira (25) a acusação contra Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, pelos crimes de latrocínio (por duas vezes), receptação e porte ilegal de arma. A audiência de instrução terá início às 8h30 no Fórum Criminal de Goiânia (GO). O promotor é autor da denúncia contra Cadu, oferecida em setembro do ano passado, que tramita na 5ª Vara Criminal da cidade.

Assassino confesso do cartunista Glauco e seu filho Raoni, Cadu havia sido considerado inimputável — que não se pode punir—, em razão de haver sido diagnosticado como esquizofrênico. No entanto, em 2014, o réu cometeu os dois latrocínios pelos quais está sendo denunciado pelo MP, o que levou o promotor a requerer nova análise médica de Cadu. Assim, em abril deste ano, a Junta Médica do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) o considerou imputável, ou seja, considerou que ele tem plena consciência de seus atos.


Conforme esclarecido pelo promotor, tanto o laudo de insanidade mental, elaborado pelos psiquiatras Leandro de Carvalho Araújo e Ítalo Rocha da Silva Araújo, quanto o exame pericial psicológico, feito pelas psicólogas Melissa Pereira David Sousa, Kênia Camilo e Orion Tadeu de Amorim, atestaram que o réu tem plena capacidade de entendimento. Esta conclusão reforça a tese defendida desde o princípio do processo pelo promotor, de que Cadu tem plena lucidez de suas ações.

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Ao comentar os laudos, quando informado das conclusões, o promotor ponderou que Cadu não somente admitiu que praticou os dois latrocínios em Goiânia, como manifestou que teve prazer em cometer os crimes. A consciência de seus atos também pôde ser observada em afirmação do réu, que reconheceu ser usuário de drogas e cocaína. Porém, nos dias em que praticava os crimes não fazia uso de substâncias entorpecentes para que tivesse controle de toda a situação, informou o promotor.

— No âmbito do direito, importava que se comprovasse que no dia e na hora dos crimes ele tinha capacidade de entendimento.


Ele destacou ainda o primoroso trabalho pericial realizado, que contestou pontualmente cada uma das possíveis argumentações quanto a uma possível avaliação de inimputabilidade.

Com a leitura dos laudos, Viggiano definiu Cadu como uma mente perversa, manipuladora e de grande periculosidade.


— Trata-se de uma pessoa extremamente manipuladora que, dependendo da situação em que se encontra, faz o discurso que se quer ouvir.

O promotor acrescentou ainda que há elementos que demonstram que, caso Cadu seja solto, voltará a cometer crimes.

— Há comprovações de que ele tem interesse de voltar para a seara da criminalidade.

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