Cidades

26/3/2013 às 12h48

Chefe dos bombeiros de Santa Maria diz que delegado mentiu em inquérito

Ele se refere a Marcelo Arigony como justiceiro e pergunta se delegado sabe ler

Do R7

Delegado foi chamado de justiceiro por chefe dos bombeiros Rafael Happke /Futura Press/Estadão Conteúdo

O comandante regional do Corpo de Bombeiros de Santa Maria (RS), tenente-coronel Moisés Fuchs, fez declarações polêmicas em relação ao delegado Marcelo Arigony na última segunda-feira (25). Ele entregou uma carta ao presidente da Comissão dos Vereadores sobre o incêndio na boate Kiss em que se refere a Arigony como justiceiro e herói.

Fuchs foi apontado no inquérito policial por ter permitido a entrada de civis na boate para ajudar no resgate, sendo que cinco delas teriam morrido. A Polícia Civil informou que existem indícios de que ele tenha praticado homicídio culposo, sem intenção de matar, e improbidade administrativa.

Na carta, o tenente se defende da acusação dizendo que “Desafio este herói nacional a vestir o equipamento de bombeiro, e depois disso tentar incentivar, demover ou motivar qualquer pessoa, a um metro de distância, a tomar qualquer atitude, principalmente de evitar qualquer pessoa de tentar achar de fazer o que é certo, isto em qualquer lugar que ele indicar, e não nas condições que se apresentavam no momento”.

Em outro trecho, ele afirma “Ou o delegado não sabe contar ou não sabe ler, pois o mesmo assina um relatório onde indica 21 aparelhos autônomos de respiração, sendo que militar não alega, ele declara à luz do que sabe, e tivesse esse justiceiro solicitado a carga de equipamentos de bombeiros, teria comprovado, por documentos, se eles existem ou não”.

Polícia Civil apresenta inquérito de 13 mil páginas sobre incêndio na boate Kiss

Polícia indicia 16 pessoas em inquérito sobre incêndio na boate Kiss

O delegado Marcelo Arigony disse que não vai se pronunciar sobre o comportamento do tenente. Ele afirmou que o inquérito foi concluído e agora cabe ao Ministério Público se pronunciar sobre o caso.

Inquérito
 

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou 16 pessoas pelo incêndio na boate Kiss. O inquérito, composto por 13 mil páginas divididas em 52 volumes, foi entregue na 1ª Vara Criminal pelos delegados Marcelo Arigony e Sandro Meinerz na última sexta-feira (22).

Ao todo, 810 pessoas foram ouvidas pela polícia nos últimos 54 dias, entre investigados, testemunhas e parentes de vítimas.

Segundo Arigony, 35 pessoas foram apontadas na investigação com indicativos de responsabilizações. Desse total, houve 16 indiciamentos criminais, dez indícios de crime, nove casos irão para a Justiça Militar e um irá para o Tribunal de Justiça. Nove pessoas foram apontadas por crimes de improbidade administrativa e devem ser investigadas pela Justiça. Entre elas, além do prefeito, o comandante regional do Corpo de Bombeiros da cidade, o coronel Moisés Fuchs.

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