Polícia investiga mortes de três pacientes após tratamento de quimioterapia em Campo Grande
Clínica que fornecia o remédio dos tratamentos é investigada por desvio de verbas federais
Cidades|Kerolyn Araújo e Dayene Paz, do Diário Digital, do Mato Grosso do Sul

A Polícia Civil exumou na última sexta-feira (8) os corpos de duas pacientes que morreram após realizarem sessões de quimioterapia na Santa Casa de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em continuidade às investigações para esclarecer os casos.
O primeiro deles, Carmen Insfran Bernard, 48 anos, morta em 10 de julho, foi exumado pela manhã, seguido pelo corpo de Maria Glória Guimarães, 61 anos, que morreu no dia seguinte. Na segunda-feira (11), a polícia fará a última exumação, do corpo de Norotilde Araújo Greco, de 72 anos, que faleceu dia 12.
O objetivo da polícia é encontrar resíduos nos corpos das pacientes para identificar as razões das mortes - principalmente no cabelo, nos dentes e nas unhas da vítima. Segundo a delegada Ana Claudia Medina, responsável pelas investigações, a polícia já tem suspeita dos motivos dos óbitos, mas não divulgou para não atrapalhar o trabalho da polícia.
A equipe de investigações conta com a médica Priscila Alexandrino, que preside a Comissão de Óbitos da Santa Casa. Segundo a médica, não se pode descartar nenhuma hipótese, mas considera "difícil encontrar qualquer resíduo da quimioterapia nos corpos, pois o remédio some muito rápido".
As três vítimas morreram ao realizarem sessões de quimioterapia entre os dias 24 a 28 de junho na Santa Casa de Campo Grande. Após as mortes, o hospital cancelou os serviços de manipulação dos remédios utilizados no tratamento, que eram efetuados por uma clínica particular terceirizada. A Vigilância Sanitária também ordenou a suspensão dos lotes dos produtos que foram usados nos procedimentos.
O diretor da clínica que era contratada pela Santa Casa para fornecimento de remédios, Adalberto Siufi, chegou a ser preso em 2013 por desvio de recursos públicos para o tratamento de câncer.











