Cidades

28/1/2013 às 13h22 (Atualizado em 28/1/2013 às 13h32)

Soldado morto ao resgatar vítimas de incêndio em Santa Maria é enterrado nesta segunda-feira

Militar, que estava em dia de folga, foi sufocado pela fumaça

Do R7, com Estadão Conteúdo

MISTER SHADOW/ESTADÃO CONTEÚDO

O corpo do militar Leonardo de Lima Machado foi sepultado nesta segunda-feira (28), no Cemitério Ecumênico Municipal, em Santa Maria, a 300 quilômetros de Porto Alegre (RS). Soldado do 1º Regimento de Carros de Combate de Santa Maria, ele morreu sufocado pela fumaça ao ajudar, em seu dia de folga, a socorrer as vítimas do incêndio na Boate Kiss. Na tragédia, ao menos 231 pessoas morreram.

Leonardo estava entre os oito militares mortos durante o resgate. O Comando da 3ª Divisão de Exército confirmou a lista e informou que as famílias estão recebendo todo o apoio necessário.

Os corpos das vítimas começaram a ser enterrados na manhã desta segunda-feira. Ao todo, 34 serão sepultados no cemitério municipal e 23 no cemitério Santa Rita.

O incêndio que atingiu a casa noturna na madrugada deste domingo (27). A lista com os nomes das vítimas foi divulgada na noite de ontem pelo governo do Estado. Quase metade das vítimas estudava na UFSM (Universidade Federal de Santa Maria).

Veja a cobertura completa da tragédia

Maioria das vítimas era estudantes. Veja o perfil

A boate Kiss, por meio de seus advogados, divulgou uma nova nota sobre a tragédia. A direção da empresa afirma que o que aconteceu na casa noturna foi uma "fatalidade".

Um erro de procedimento dos donos da boate Kiss pode ter sido crucial para a tragédia em Santa Maria. Eles não tinham qualquer autorização do Corpo de Bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. Foi durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira que um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício — foi lançado e atingiu o forro do teto do estabelecimento. Essa foi a fonte do incêndio que provocou a morte de 231 pessoas neste domingo (27).

O comandante do Corpo de Bombeiros de Rio Grande do Sul, coronel Guido Pedroso de Melo, disse ao R7 que o uso de fogos em um estabelecimento fechado deve ser sempre autorizado pela corporação.

— [O show pirotécnico] Foi uma coisa deliberada pela organização do evento. Com certeza, nesse ponto houve falha [da Kiss]. Mas temos que aguardar a perícia técnica para saber o que gerou, o que contribuiu para a tragédia.

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