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Desemprego atinge 6 milhões de pessoas no Brasil no fim de 2013, diz IBGE

Taxa de desocupação caiu para 6,2% no 4ª trimestre do ano passado, segundo pesquisa Pnad

Economia|Do R7

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Desemprego caiu ao longo do segundo semestre do ano passado
Desemprego caiu ao longo do segundo semestre do ano passado

O número de pessoas em busca de emprego no Brasil chegou a 6,052 milhões no último trimestre de 2013 — um total de 6,2% de taxa de desocupação —, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (10).

O resultado da taxa de desocupação representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre de 2013, quando o índice apontou 6,9%. O número de pessoas desocupadas nesse período, por sua vez, também foi maior: 6,796 milhões.


Na comparação com o último trimestre de 2012 — 6,653 milhões de desempregados e 6,9% de taxa de desocupação —, o resultado do fim do ano passado também foi positivo. Com isso, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,1% em 2013, resultado menor do que os 7,4% verificados em 2012.

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Os dados fazem parte do Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), estudo trimestral sobre a inserção da população no mercado de trabalho e suas características, tais como idade, sexo e nível de instrução.

Regiões


No último trimestre de 2013, a maior taxa de desocupação foi registrada na região Nordeste, com 7,9%. A região Sul, por sua vez, apresentou o índice mais baixo, de 3,8%. Em todas as regiões houve queda na taxa de desocupação no 4º trimestre de 2013 em relação ao trimestre anterior.

Nesse período, a população ocupada (57,3%) era composta por 69,6% de empregados, 4,1% de empregadores, 23,2% de pessoas que trabalharam por conta própria e 3,1% de trabalhadores familiares auxiliares. Nas regiões Norte (30,3%) e Nordeste (29,5%), o percentual de trabalhadores por conta própria foi superior ao observado nas demais regiões.


Em relação à carteira de trabalho, 77,1% dos empregados do setor privado a possuíam nesse período — avanço de 1,0 ponto percentual ante o 4º trimestre de 2012. As regiões Norte (64,4%) e Nordeste (61,8%) registraram os menores percentuais desse indicador.

No mesmo período, a proporção dos empregados do setor privado com carteira assinada aumentou em todas as regiões. Entre os trabalhadores domésticos, 31,1% tinham carteira de trabalho assinada.

Faixa etáriae anos de estudo

A taxa de desocupação caiu entre todos os grupos etários. Entre os jovens de 18 a 24 anos de idade, o índice de 13,1% foi maior do que a média total. Esse comportamento foi observado tanto para o Brasil quanto para as cinco grandes regiões.

Nos grupos de pessoas de 25 a 39 anos de idade e 40 a 59 anos de idade, por outro lado, este indicador foi de 6,0% e 3,2%, respectivamente. Na comparação entre os gêneros, as mulheres apresentaram uma taxa de desemprego maior que a dos homens no fim de 2013: 7,6% contra 5,1%. Com isso, as mulheres representavam 53,4% da população desocupada no período.

Entre o grupo de pessoas com ensino médio incompleto (10,7%), a taxa de desocupação foi maior que a registrada para os demais de níveis de instrução. Em relação às pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 6,6%, quase o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo (3,4%).

Quando analisado o nível de ocupação, os jovens (18 a 24 anos) representam apenas 14,4%, enquanto os adultos (25 a 39 anos e 40 a 59 anos) representam a ampla marioria dos empregados: 76,5%. Os idosos, por fim, somam apenas 6,5% da quantidade de empregados.

A participação dos menores de idade na população ocupada apresentou queda, passando de 3,0% no 4º trimestre de 2012 para 2,6% no 4º trimestre de 2013. Nesse período, 31,8% das pessoas ocupadas não tinham concluído o ensino fundamental, 50,9% tinham concluído pelo menos o ensino médio e 15,0% tinham concluído o nível superior.

Nas regiões Norte (39,0%) e Nordeste (42,0%), o percentual de pessoas nos níveis de instrução mais baixos (não tinham concluído o ensino fundamental) era superior ao observado nas demais regiões.

A Pesquisac

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar uma taxa de desoupação com periodicidade trimestral para todo o território nacional. A nova pesquisa Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) substituirá a partir de 2015 a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que abrange apenas seis regiões metropolitanas, e também a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

A pesquisa, que investiga 211.344 domicílios particulares permanentes em aproximadamente 16.000 setores censitários distribuídos em cerca de 3.500 municípios, permite ainda o estudo do desenvolvimento socioeconômico do País por meio da elaboração de dados anuais sobre trabalho infantil, outras formas de trabalho e outros temas permanentes da pesquisa, como migração, fecundidade, etc.

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