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Ministro confirma que energia ficará mais cara em 2015

Guido Mantega, da Fazenda, fez as declarações hoje durante entrevista para EBC

Economia|Do R7, com agências

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Com falta de chuvas, termelétricas tiveram de ser acionadas, o que encareceu o preço da produção de energia
Com falta de chuvas, termelétricas tiveram de ser acionadas, o que encareceu o preço da produção de energia

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (2), durante entrevista no programa Bom Dia Ministro, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que o reajuste de energia de 2015 deve ser um pouco maior porque o custo da eletricidade no País aumentou.

Ele lembrou, no entanto, que o Tesouro Nacional está liberando R$ 4 bilhões às distribuidoras de energia para mitigar parte desse problema e compensar parte do reajuste. Ele ressaltou que o aumento na conta de luz não será linear para todas as companhias.


— Existe uma regra para reajustes de energia elétrica e cada empresa tem o seu. O reajuste vai acontecer, será um pouco maior, mas não tudo que é devido porque o governo estará compartilhando parte do custo com consumidor.

Apesar de o mercado e analistas já darem como certa a alta nos preços da luz no ano que vem, foi a primeira vez que o governo federal admitiu que o serviço ficará mais caro em 2015.


Empresas faturam R$ 9 bilhões com a falta de energia

No dia 13 de março, quando o ministro anunciou a liberação dos R$ 4 bilhões pelo Tesouro Nacional para ajudar as distribuidoras, o diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Romeu Rufino, explicou que ainda não era possível saber se a luz ficaria mais cara em 2015.


O governo, que já havia previsto R$ 9 bilhões em seu orçamento para o setor, decidiu acrescentar mais R$ 4 bilhões do Tesouro Nacional para cobrir os gastos excedentes com a energia vinda das usinas termelétricas. Mais caras que a hidrelétricas, as termelétricas tiveram de ser acionadas este ano por causa da falta de chuvas.

Mantega minimiza impacto da inflação


Mantega afirmou hoje ainda que, mesmo que haja inflação, o mais importante é que o poder aquisitivo da população suba acima do aumento de preços e que a inflação não ultrapasse o patamar de 5,5% a 5,7%. A última projeção do Banco Central, divulgada na semana passada, indica que a inflação deve passar de 6,1% neste ano.

— Nós sempre tivemos um grande cuidado com a inflação porque sabemos que ela reduz o poder de compra do trabalhador. É uma questão de honra para nós que ela se mantenha baixa.

Mantega lembrou que a inflação nunca passou de 6,5% — o teto da meta — nos 11 anos em que o PT ocupa a Presidência da República.

— É claro que você tem fatos inesperados, como a seca no início do ano, que aumenta os preços de hortifrutigranjeiros por um tempo determinado. Mas é passageira essa elevação de preços. O importante é que a maioria dos preços esta equilibrada e sob controle.

Questionado sobre a confiança de investidores no Brasil, Mantega disse que o investimento estrangeiro direto é o melhor termômetro sobre isso, e que "continuamos tendo grande fluxo de capital".

— Existe confiança de que o Brasil tem um grande mercado e vai continuar crescendo.

Mantega declarou ainda que o governo federal está propondo o adiamento da votação no Congresso da mudança nos parâmetros de cobrança de juros da dívida de Estados e municípios com a União.

Segundo Mantega, o governo quer deixar "em suspenso" o projeto de lei que deixa dúvidas quanto ao desdobramento do endividamento de Estados e municípios, diante de interpretações de agentes econômicos de que isso poderia comprometer a meta fiscal.

O ministro reafirmou que a meta de superávit primário de 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto) para 2014 será cumprida.

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