Ministro do Planejamento descarta aumento de impostos “no curto prazo”
Romero Jucá ressalta que as medidas de ajuste econômico precisam ser adotadas com rapidez
Economia|Do R7

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou neste sábado (21) que "no curto prazo”, o governo não pretende aumentar impostos. Jucá, no entanto, ressaltou que quem define a questão é o presidente da República em exercício, Michel Temer.
Para Jucá, as medidas para ajustar a economia precisam ser adotadas com rapidez, porque o PIB (Produto Interno Bruto) — todas as riquezas produzidas no País — deve cair de forma sensível neste ano e o desemprego está em pleno avanço. Ele garante ainda que ações do governo para ajustar as contas públicas serão adotadas e não terão retorno.
— Medida de austeridade, para mudar a realidade econômica, recuperar a segurança jurídica junto a investidores esse é um mantra permanente que vamos buscar. Não tem recuo.
Quadro fiscal
Jucá ainda destacou que a apresentação do rombo de R$ 170,5 bilhões nas contas públicas para este ano foi a constatação de um quadro fiscal de extrema dificuldade.
— Agora, vamos começar a operar medidas que melhorem essa dificuldade até fazermos a travessia para outro tipo de situação que é o ideal: equilíbrio fiscal, geração de empregos, crescimento econômico, enfim credibilidade, estabilidade e segurança jurídica.
O ministro apontou que há grande diálogo entre os ministros sobre as medidas que devem ser anunciadas na próxima semana, com destaque para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da República em exercício, Michel Temer.
— Temos bastante discussão, a palavra final é do presidente da República.
O ministro do Planejamento apontou que as medidas que estão no foco do governo atuam em diversas linhas diferentes.
— Desde a contenção de gastos, limitação de despesas, mudança do quadro de endividamento. [...] São muitos assuntos, cada um terá seu calendário próprio. Mas estamos formulando saídas para que o Brasil possa sair rapidamente desta crise.
Segundo o ministro, "tudo o prioritário", para melhorar o quadro geral da economia e retomar a geração de empregos no País.














