Para Temer, acordo com EUA abrirá outros mercados para carne brasileira
Presidente interino também afirmou que se sente compensado pelos avanços do governo
Economia|Do R7

O presidente interino, Michel Temer, disse se sentir "muito compensado" porque as coisas que, ao longo do tempo "demoravam enormemente" no governo, estão conseguindo andar. Sem citar o governo da presidente afastada Dilma Rousseff, Temer disse que trabalha para pacificação nacional e para a retomada do crescimento e voltou a dizer que o primeiro direito social é o emprego e que o seu governo trabalha para diminuir o desemprego.
— Eu me sinto muito compensado porque coisas que ao longo do tempo demoravam enormemente — não vou elencar as questões que foram decididas nesses 80 dias, mas as questões que demoravam dois, três anos (..) - estão tudo resolvendo.
Em um discurso rápido — praticamente todo para exaltar o trabalho do ministro da Agricultura, Blairo Maggi — Temer disse que o ministro dá exemplo "de um governo que não para" e repetiu as palavras do ministro e afirmou que a abertura das exportações de carne fresca e congelada para os Estados Unidos é importante, pois significará abertura da carne brasileira para os demais países.
— Nesses 80 dias fizemos coisas boas no governo e a principal foi escolher os ministros.
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O presidente interino lembrou que o acordo foi um trabalho "de muitos anos", mas não citou o governo da presidente Dilma. Este foi selado na semana passada em Washington, durante o IX CCA (Comitê Consultivo Agrícola). Segundo o governo, a expectativa é de que os embarques comecem em 90 dias, após a finalização dos trâmites administrativos.
— Temos que reconhecer que outros tantos trabalharam [pelo acordo].
Presente no evento, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou que a cerimônia de hoje vem de um esforço de 17 anos.
— Hoje culminamos uma fase iniciada em 1999, em várias administrações presidenciais atrás. É uma vitória do agronegócio que abrirá novos mercados.
O Brasil já vende carne bovina industrializada para os EUA. Em 2015, de acordo com dados do governo as exportações somaram US$ 286,8 milhões. Com o fim dessa negociação em relação à carne fresca e congelada, os frigoríficos brasileiros, juntos, terão uma cota de até 64,8 mil toneladas por ano.
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